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Rui Borges enaltece outro jovem do Sporting, o «brasileiro malandro»: «Tem potencial enorme para ser um grande jogador»

Diogo Lagos Reis · 1 min

Rui Borges Sporting
Foto: Sporting CP

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O Sporting vai enfrentar novamente o Alverca, agora para a jornada 10 da Primeira Liga. Rui Borges elogiou Rayan Lucas.

Rui Borges já fez nova antevisão ao Sporting x Alverca. Depois da goleada de 5-1 para os quartos de final da Taça da Liga, as equipas voltam a encontrar-se para a jornada 10 da Primeira Liga. O técnico dos leões deixou vários elogios a Rayan Lucas:

«A resposta tem sido fantástica, treina connosco todos os dias e baixa para jogar na equipa B. É internacional brasileiro sub-20. Tem condições muito boas para ser um grande jogador, ainda tem vícios de futebol brasileiro, mas tem capacidade para melhorar. Poderá ter um futuro muito bom, tem crescido connosco em treino. É um bom menino, chamo-lhe ‘brasileiro malandro’, gosta de ouvir, aceita, respeita muito os colegas e isso é bom. Sabe que aos poucos vai melhorar, tem um potencial enorme para ser um grande jogador».

Podes ler mais declarações de Rui Borges em conferência de imprensa.

Diogo Lagos Reis

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Opinião

Quando a bancada tenta jogar: uma reflexão de João Carlos Gameiro, coordenador técnico da Academica Sporting Aurélio Pereira

Passar uma manhã de sábado à beira de um campo de futebol devia ser um exercício simples: ver os miúdos crescerem. O desporto na infância é, ou devia ser, o espaço por excelência para aprender a falhar, a cair, a levantar-se e a decidir sozinho, em frações de segundo. No entanto, quem anda pelos campos de norte a sul do país, sabe que a realidade é outra. O ruído que vem de fora não é de incentivo, é um bombardeamento constante de ordens diretas: "Passa!", "Chuta!", "Dribla!". Esta obsessão cega pelo resultado imediato, disfarçada de apoio paternal, está a matar o que o jogo tem de mais sagrado: a autonomia de quem joga.  Na cabeça do pai que grita, aquela instrução é uma ajuda preciosa. Ele está genuinamente convencido disso. Mas quem está lá dentro percebe o bloqueio imediato que o berro provoca. O jogo é demasiado rápido. No instante em que o miúdo recebe a bola e tenta ler o espaço, se ouve a ordem do pai para mudar o que ia fazer, a jogada já morreu. O prejuízo imediato é a perda da bola, mas o verdadeiro estrago é o que fica para o futuro. Quando a solução vem sempre mastigada de fora, a criança deixa de pensar o jogo; passa apenas a executar ordens. 

João Carlos Gameiro · 4 min de leitura
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