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Força da Tática | FC Porto x Sporting

Rui Alves Maria · 3 min

FC Porto x Sporting Thiago Silva
Foto: Diogo Cardoso / Bola na Rede

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O Sporting foi ao Estádio do Dragão carimbar a passagem à final da Taça de Portugal. O empate a zero com sabor a vitória chegou para os leões garantirem, perante o rival FC Porto, a presença no Jamor. O golo solitário de Luis Suárez no jogo da primeira mão em Alvalade fez toda a diferença na eliminatória.

O FC Porto tinha de correr atrás do prejuízo, e não foi por acaso que assistimos a uma partida quase de sentido único. Os dragões tiveram mais posse de bola, sobretudo na segunda parte, e mais remates à baliza, mas nem sempre na direção certa. O Sporting limitou-se a jogar na expetativa e a confiar na vantagem mínima trazida de casa. As duas equipas começaram o encontro com os seus esquemas táticos habituais. O FC Porto em 4-3-3 e o Sporting em 4-2-3-1.

A formação azul e branca entrou forte, a pressionar alto com os três homens mais adiantados, o que dificultou a saída do Sporting para o ataque. Foi assim até aos primeiros 15 minutos, altura em que os leões começaram a construir jogo a três desde a defesa, e com isso conseguiram equilibrar os acontecimentos.

Hidemasa Morita Sporting
Fonte: Rui Pereira/Bola na Rede

Hidemasa Morita passou a ir buscar jogo atrás, e o médio japonês foi mesmo o responsável pelas dificuldades que o FC Porto começou a sentir, ao anular por completo o cérebro do meio-campo azul e branco, Victor Froholdt. Os dragões atacaram preferencialmente pelo lado direito. William Gomes deu muito trabalho a Maxi Araújo, e este duelo sul-americano foi mesmo o mais intenso da noite. Os leões acabaram a primeira parte em 4-4-2, com Francisco Trincão ao lado de Luis Suárez.

A segunda parte iniciou-se da mesma maneira que a primeira, com o FC Porto a ir em busca do golo. Com o tempo a passar e a baliza de Rui Silva ainda inviolável, Francesco Farioli mandou subir as linhas e passar a fazer ataque posicional. Isso obrigou o Sporting a recuar e a jogar em 5-4-1, com Geny Catamo a descer para lateral direito, e Zeno Debast a fazer de terceiro central.

Os dois médios do FC Porto, Victor Froholdt e Gabri Veiga, passaram a ficar mais perto dos homens da frente, deixando o meio-campo mais exposto. Era a fase do encontro onde o Sporting poderia aproveitar para criar perigo em situações de contra-ataque, mas poucas vezes isso aconteceu.

FC Porto x Sporting Geovany Quenda Jan Bednarek
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Seko Fofana entrou a 10 minutos do fim, e o que se pretendia era dar mais força e equilíbrio ao meio-campo portista, já sem Pablo Rosario em campo.

O FC Porto defendeu apenas com três homens na reta final do encontro, mas o Sporting soube sempre anular todo e qualquer tipo de investidas do ataque portista. A formação de Alvalade esteve irrepreensível a nível defensivo. E numa altura em que os leões só pensavam em defender com unhas e dentes a eliminatória a seu favor, a expulsão de Alan Varela veio facilitar ainda mais esse objetivo.

As duas equipas podiam ter marcado nos instantes finais, mas Diogo Costa e Rui Silva brilharam entre os postes. O FC Porto tentou de tudo para virar a eliminatória, mas ficou a sensação que podia ter arriscado mais nas substituições.

O Sporting montou bem a estratégia que tinha para este encontro e teve mérito na forma como sofreu para aguentar o empate, num jogo com muitas quezílias, e no fim foi premiado com o bilhete para o Estádio Nacional.

Rui Alves Maria

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