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Roberto De Zerbi e a luta pela manutenção: «Não quero pessoas perto de mim a chorar»

Dinis Jacob · 2 min

Roberto De Zerbi, Tottenham
Foto: Tottenham

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Na antevisão ao Aston Villa x Tottenham, Roberto De Zerbi reforçou que a manutenção dos spurs na Premier League ainda é possível.

O Tottenham visita o Aston Villa no próximo domingo, num encontro da 35.ª jornada da Premier League, depois de conquistar a primeira vitória em 2026 frente ao Wolves. Em antevisão à partida, Roberto De Zerbi reforçou que a luta pela manutenção ainda não acabou, apelando a um esforço coletivo do plantel:

«Vi-o (ao jornalista) na televisão, mas isto não é uma polémica. Ouvi dizer: ‘É impossível (manter-se)’. Estamos a chorar, toda a gente a dizer: ‘Estamos despromovidos’. Ainda não! (…) Temos de morrer em campo. Temos de jogar e temos de lutar. Os perdedores choram, os perdedores pensam de forma negativa. Não quero pessoas perto de mim a chorar ou a pensar de maneira diferente de mim».

O técnico realçou a importância do estado mental nesta fase do campeonato:

«O desafio mais importante agora é silenciar a voz dentro de nós. Dentro dos jogadores, da equipa técnica e dos adeptos. Esta voz produz pensamentos negativos e diz que não temos sorte, que temos demasiadas lesões, que perdemos o Xavi Simons, que foi um dos nossos melhores e mais importantes jogadores nos últimos dois jogos».

De seguida, referiu que não podem ser encontradas desculpas:

«O nosso departamento médico não é suficientemente bom, o relvado do estádio e do centro de treinos não é bom, é impossível ganhar dois ou três jogos seguidos porque não ganhámos muitos jogos em 2026. Penso que tudo isto são coisas negativas e é lixo, porque quero manter o foco em nós e na qualidade dos meus jogadores».

Por fim, destacou que, apesar das lesões, o Tottenham continua a ter jogadores de qualidade para o onze inicial:

«Se o (Dominik) Solanke e o (Xavi) Simons estão lesionados, podemos jogar com (Randal) Kolo Muani, (Mathys) Tel, Richarlison, e eles não são piores jogadores. São diferentes, com características distintas, mas são muito bons jogadores. (…) Temos o Pedro Porro, o (Destiny) Udogie, o Micky van de Ven, o (Rodrigo) Bentancur, o (João) Palhinha, o (Conor) Gallagher. Por tudo isto, não tenho tempo suficiente para ouvir estas coisas»

Dinis Jacob

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