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Casa Pia esclarece polémica da bancada de Rio Maior e coloca travão a ‘fan zone’ para adeptos do Torreense: «Situação sem precedentes e que não encontra paralelo noutros recintos desportivos»

Diogo Ribeiro · 3 min

Foto: Pedro Barrelas / Bola na Rede

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Realiza-se esta noite o playoff entre Casa Pia e Torreense com vista à última vaga na Primeira Liga. Situação do Estádio Municipal de Rio Maior esclarecida.

O Casa Pia recorreu a um longo comunicado para se pronunciar relativamente às questões e críticas de que o clube tem sido alvo devido à situação do Estádio Municipal de Rio Maior, que vai receber a segunda mão do playoff diante do Torreense.

Quanto aos bilhetes destinados aos adeptos do Torreense e ao noticiado fecho de uma bancada, evitando uma enchente por parte dos adeptos da equipa visitante, o Casa Pia liberta-se de culpas e garante cumprir as regras.

«Importa igualmente esclarecer, perante várias informações incorretas que têm circulado nos últimos dias, que o SCU Torreense recebeu os 5% de bilhetes, bem como mais 100 bilhetes de Categoria 1 e 50 convites, tudo em cumprimento do Regulamento das Competições e das obrigações regulamentares aplicáveis», destacam os gansos.

Em relação às questões de segurança, o Casa Pia garante que pediu à GNR o reforço do perímetro de segurança do estádio, um pedido rejeitado. O clube explica também a rejeição de uma ‘fan zone’ destinada aos adeptos do Torreense.

«O Casa Pia AC não se opõe ao apoio, convívio ou festejo dos adeptos da equipa visitante. No entanto, o Clube considera que iniciativas, como uma “fan zone” destinada à concentração de adeptos visitantes, no perímetro das imediações do estádio, não reúnem as condições adequadas de segurança e gestão operacional, numa situação sem precedentes e que não encontra paralelo noutros recintos desportivos», explica o clube.

O Casa Pia x Torreense joga-se em Rio Maior esta quinta-feira, 28 de maio, a partir das 20h. Na primeira mão, os dois clubes empataram por 0-0, pelo que a subida ou manutenção ficará decidida esta noite.

Eis o comunicado do Casa Pia na íntegra:

«O Casa Pia Atlético Clube Futebol SDUQ, Lda  vem, na sequência das reuniões de segurança realizadas nos últimos dias relativamente ao jogo frente ao SCU Torreense, reiterar a preocupação que manifestou desde o primeiro momento quanto às condições de organização e segurança associadas ao evento.

Ao longo de todo o processo, o Casa Pia AC manteve uma postura responsável, colaborante e de total disponibilidade para trabalhar em articulação com todas as entidades competentes, tendo sempre como prioridade garantir que o jogo decorra dentro da normalidade, com segurança e respeito por todos os intervenientes.

Nesse sentido, e perante a informação relativa à deslocação de um elevado número de adeptos visitantes sem bilhete por parte do SCU Torreense, o Casa Pia AC solicitou preventivamente à Guarda Nacional Republicana o reforço do perímetro de segurança do recinto desportivo, à medida daquilo que todo o evento representa para ambos os clubes. Tal pretensão veio, porém, a ser rejeitada.

O Casa Pia AC não se opõe ao apoio, convívio ou festejo dos adeptos da equipa visitante. No entanto, o Clube considera que iniciativas, como uma “fan zone” destinada à concentração de adeptos visitantes, no perímetro das imediações do estádio, não reúnem as condições adequadas de segurança e gestão operacional, numa situação sem precedentes e que não encontra paralelo noutros recintos desportivos.

O Casa Pia AC considera fundamental garantir todas as condições de segurança para os adeptos que se deslocarão a Rio Maior, em particular os muitos jovens e crianças casapianas que irão apoiar a equipa.

Importa igualmente esclarecer, perante várias informações incorretas que têm circulado nos últimos dias, que o SCU Torreense recebeu os 5% de bilhetes, bem como mais 100 bilhetes de Categoria 1 e 50 convites, tudo em cumprimento do Regulamento das Competições e das obrigações regulamentares aplicáveis.

O Clube reafirma, por fim, o seu compromisso com os princípios do fair play, da responsabilidade organizativa e do estrito cumprimento das normas e regulamentos aplicáveis, mantendo total disponibilidade para colaborar com todas as entidades competentes na promoção de um espetáculo de futebol digno, seguro e à altura daquilo que o futebol português deve representar».

Diogo Ribeiro

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