Vítor Martins e a conquista da Taça de Portugal por parte do Torreense: «É toda uma história inspiradora»

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Vítor Martins orientou o Torreense na primeira metade de 2025/26, época na qual o emblema de Torres Vedras venceu a Taça de Portugal.

Vítor Martins deu uma entrevista exclusiva ao Bola na Rede, na qual falou sobre a sua carreira. O treinador orientou o Torreense na primeira metade de 2025/26, mas dá o mérito da conquista da Taça de Portugal à equipa técnica atual e aos jogadores:

«Vítor Martins: Não, não é nada minha, não quero mesmo nenhuma colagem ao sucesso. É minha até ao dia 31 de dezembro que é o dia que eu saio e saí e a equipa estava com determinados pontos e estava na Taça de Portugal. Até aí é um bocadinho minha e dos jogadores. É daquilo que fizemos e lembro-me de todos esses jogos. Eu gosto mesmo muito da Taça de Portugal acho que foi o Vitória que me fez ser assim. O Vitória ama a Taça de Portugal, cada jogo eu lembro-me que fomos jogar a Valença do Minho e os invadiram aquilo e fizeram uma festa. Foi uma coisa incrível que não se via um espaço onde não houvesse uma pessoa, estava uma pessoa em cima de pessoas e era só uma terceira eliminatória e senti que a Taça era especial a tal a festa da Taça. Para nós treinadores não é festa nenhuma, temos que preparar o encontro, mas foi sempre uma competição que eu gosto muito e na altura era mais uma oportunidade de ganhar, mais uma oportunidade de valorizar. É engraçado que hoje recordamos e nem sei se há imagens televisivas, mas o primeiro jogo com o Torreense para a Taça é um jogo de extrema dificuldade, é um jogo na Correlhã, também nessa zona de Portugal, no Minho, num sintético, enquanto era uma equipa muito assertiva, num jogo onde nós temos também uma expulsão. Tentámos sempre controlar tudo, mas as coisas tiveram difíceis. Conseguimos vencer com a competência de quem estava lá dentro de levar por vencido a equipa, mas era um jogo em que há momentos muito grandes de equilíbrio. Agora, olhando para tudo isto, acho que há ali um momento em que uma equipa da Segunda Liga ou até mesmo fora do top 6 da Primeira Liga, todas as outras têm que ter uma pontinha de casualidade, de alguma felicidade no sorteio para conseguir chegar a uma final, e depois ainda mais para conseguir ganhá-la. O Torreense beneficia disto e na altura elimina o Leiria em casa, depois veio o Fafe e acho que o mais bonito de toda esta história é mesmo isto. As pessoas daqui a uns anos vão ver o histórico e vão ver o símbolo do Torreense ali pelo meio e vão analisar o percurso. Vão descobrir ou relembrar que o Torreense eliminou o Fafe nas meias-finais, mas o Fafe estava bem? Não, o Fafe estava na Liga 3, mas eliminou o Braga, o Moreirense e o Arouca, ou seja, tudo clubes da Primeira Liga. Tem de se dar ênfase a esta situação. O Torreense olhou para o Fafe como uma equipa que estava super bem na Taça de Portugal. É uma história que nos inspira. Quando começamos, quando arrancamos é quase impensável pensar que vamos conseguir chegar à final, porque a grande verdade é que estamos a pensar no que é o campeonato, a pensar que temos de conquistar os três pontos no próximo jogo, mas que no final do campeonato é incrível alcançar uma entrada na Liga Europa. É toda uma história inspiradora».

Podes ler a entrevista completa.

Ricardo João Lopes
Ricardo João Lopeshttp://www.bolanarede.pt
O Ricardo João Lopes realizou a sua formação na área da História, mas é um apaixonado pelo desporto (especialmente pelo futebol) desde criança, procurando estar sempre a par da atualidade.

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