Última horaEm Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)
Publicidade

Carlos Vicens responde ao Bola na Rede: «Tínhamos gente por dentro que os deixava compactos e encontrámos a vantagem por fora»

Dinis Jacob · 1 min

Carlos Vicens, Braga
Foto: João Pedro Nunes / Bola na Rede

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Carlos Vicens analisou a vitória do Braga por 1-0 frente ao Dínamo Minsk na Europa League. O treinador respondeu à pergunta do Bola na Rede.

Carlos Vicens marcou presença na conferência de imprensa, após o triunfo do Braga por 1-0 frente ao Dínamo Minsk, na primeira mão da terceira pré-eliminatória da Conference League. O Bola na Rede esteve no Estádio Municipal de Braga e, no final do encontro, teve oportunidade de colocar uma questão ao treinador.

Bola na Rede: Os movimentos sem bola dos dois jogadores atrás de Pau Víctor destabilizaram o bloco do Dínamo, com Ricardo Horta a oferecer mais largura na saída de bola e Huseinbasic a fazer diagonais nas costas do lateral. O que procurava com estas dinâmicas?

Carlos Vicens: Um pouco daquilo que dizias na pergunta. Tentar desfazer a organização defensiva do Dínamo de Minsk e poder encontrar os nosso jogadores entre-linhas com certa vantagem e certo tempo. Se não conseguíamos era porque o adversário estava muito compacto e então temos de utilizar os jogadores em largura. Conseguimos algumas chegadas à área porque tínhamos gente por dentro que os deixava compactos e encontrámos a vantagem por fora. Em certos momentos faltou um pouco mais de velocidade a levar a bola ‘de ponto A a ponto B’. O futebol é muito baseado no timing e aquilo que ás vezes parece uma vantagem, se falhas por um segundo e demoras um pouco mais no passe ou na receção ou dás um toque a mais, essa vantagem desaparece. Houve situações no jogo que isso nos faltou um pouco: mover a bola com velocidade para aproveitar essa vantagem. O que procurávamos era isso, encontrar os nossos jogadores da frente com tempo para jogar.

Dinis Jacob

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.