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Paços de Ferreira continua sem saber o que é vencer para a Liga 3

Ricardo João Lopes · 1 min

Paços de Ferreira e Vianense jogadores
Foto: João Pedro Nunes/Bola na Rede

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O Paços de Ferreira foi ao terreno do Vianense empatar a duas bolas, num encontro da quarta jornada da Liga 3.

O Paços de Ferreira foi ao terreno do Vianense durante a tarde deste sábado empatar 2-2, num encontro da quarta jornada da primeira fase da Liga 3. Moisés Conceição deu a vantagem para a equipa da casa, aos 23′, com a resposta a surgir somente na segunda parte.

Platiny estabeleceu a igualdade, aos 60. Os castores deram a volta ao marcador, aos 83′, por intermédio de Vitinho. Quando se esperava um triunfo dos visitantes, Pedro Soares ‘estragou a festa’, marcando o 2-2, já aos 90+4′. O Paços de Ferreira consegue assim o seu primeiro ponto na Liga 3. Vítor Paneira arranca assim o seu novo desafio com um empate

A formação da Capital do Móvel passa a somar três pontos e está em décimo lugar. A equipa de Filipe Mesquita tem cinco pontos, subindo ao quinto posto.

Ricardo João Lopes

Redação Bola na Rede · ver artigos

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Opinião

Quando a bancada tenta jogar: uma reflexão de João Carlos Gameiro, coordenador técnico da Academica Sporting Aurélio Pereira

Passar uma manhã de sábado à beira de um campo de futebol devia ser um exercício simples: ver os miúdos crescerem. O desporto na infância é, ou devia ser, o espaço por excelência para aprender a falhar, a cair, a levantar-se e a decidir sozinho, em frações de segundo. No entanto, quem anda pelos campos de norte a sul do país, sabe que a realidade é outra. O ruído que vem de fora não é de incentivo, é um bombardeamento constante de ordens diretas: "Passa!", "Chuta!", "Dribla!". Esta obsessão cega pelo resultado imediato, disfarçada de apoio paternal, está a matar o que o jogo tem de mais sagrado: a autonomia de quem joga.  Na cabeça do pai que grita, aquela instrução é uma ajuda preciosa. Ele está genuinamente convencido disso. Mas quem está lá dentro percebe o bloqueio imediato que o berro provoca. O jogo é demasiado rápido. No instante em que o miúdo recebe a bola e tenta ler o espaço, se ouve a ordem do pai para mudar o que ia fazer, a jogada já morreu. O prejuízo imediato é a perda da bola, mas o verdadeiro estrago é o que fica para o futuro. Quando a solução vem sempre mastigada de fora, a criança deixa de pensar o jogo; passa apenas a executar ordens. 

João Carlos Gameiro · 4 min de leitura
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