O FC Porto vai fazer a estreia na 1.ª Divisão Portuguesa. Este é um excerto da Antevisão da Primeira Liga Feminina 2026/27.
Para ajudar a antecipar a nova temporada, o Bola na Rede falou com Catarina Realista, média do Racing Power, e com Fernando Meira, treinador do Tadim, da 4.ª Divisão do Futebol Feminino e com passagens na formação de Braga, Vitória SC e Gil Vicente no feminino.
Lê na íntegra o artigo Especial Antevisão da Primeira Liga Feminina 2026/27 e o retrato do Futebol Feminino em Portugal do Bola na Rede. Abaixo, um excerto relativo à equipa feminina do FC Porto.
O que esperar do FC Porto?
A maior interrogação desta Primeira Liga Feminina é o FC Porto. É estranho colocar o nome do FC Porto ao lado da palavra interrogação, mas os motivos para tal são elucidativos. O projeto está no arranque do terceiro ano e o emblema azul e branco tinha uma superioridade tal nas divisões inferiores que o desafio, agora, será diferente.
A campanha na última Taça de Portugal deixa antever uma competitividade clara da equipa de Daniel Chaves. Mesmo a final perdida, diante do Benfica – ao contrário do que se sucedeu na Supertaça – foi marcada pela capacidade de competir e discutir o resultado. Agora, ao contrário da última temporada, deixará de haver jogos bónus ou semanas mais tranquilas. A expectativa é muita, mas o entusiasmo também.
«Na Terceira Liga, o FC Porto contratou jogadoras de Primeira Liga e Segunda Liga, e já vimos um sinal que não iriam ficar a brincar em ter uma equipa feminina. Foi dito pelo presidente que em três anos já estaria na Primeira Liga e aconteceu. Na Segunda Liga, de igual modo, o Porto entrou de uma forma avassaladora também. Elas engataram a marcha do início ao fim, e foram na mesma aceleração até agora», destaca Fernando Meira, que não tem dúvidas sobre as ambições azul e brancas para a temporada.
«O FC Porto não vai lutar para não descer. Eu duvido muito. Vai lutar, de certeza, para ficar no topo», aponta o treinador.


Para Carolina Realista, só há boas notícias na subida do FC Porto à Primeira Liga Feminina, mesmo que tal signifique mais competitividade. Aliás, é esse o grande elogio que a jogadora do Racing Power, rival dos dragões, deixa à chegada do clube à 1.ª Divisão.
«O FC Porto ter chegado à 1.ª Divisão é ótimo. É ótimo para o campeonato português porque traz visibilidade, traz massa associativa, traz condições, traz estrutura», salienta a jogadora.
Mais do que as saídas, ao FC Porto importa perceber o nível das contratações e a capacidade de acrescentarem valor ao clube, bem como a capacidade das jogadoras que ficam, muitas delas subindo da 3.ª à 1.ª Divisão, se afirmarem neste patamar competitivo.
Para registo ficam os nomes de Lana Golob (Glasgow City), Mylena Freitas (Brooklyn FC), Alex Kerr (Parma), Fátima Pinto (Estrasburgo), Fatumata Sissé (Marítimo), Vânia Duarte (Valadares Gaia), Ana Teles (Valadares Gaia), Letícia Almeida (Benfica), Beatriz Carvalho (Benfica), Daniela Areia Santos (Benfica), Inês Nogueira (NJIT Highlanders), Morgan Stone (Valadares Gaia), Soraya França (São Paulo) e Lina Jamai (PSG), que reforçaram o clube neste verão.

