Publicidade

O novo perfil da jogadora portuguesa das academias: «Às vezes falta aquela raça e aquele comer-relva que havia muito. Se juntarem o potencial, a parte técnica e tática que já têm, com a ambição e o querer mais, têm tudo para ser jogadoras top»

Diogo Ribeiro · 2 min

Foto: FPF

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Fernando Meira e Catarina Realista traçam o perfil da jogadora portuguesa. Este é um excerto da Antevisão da Primeira Liga Feminina 2026/27.

Para ajudar a antecipar a nova temporada, o Bola na Rede falou com Catarina Realista, média do Racing Power, e com Fernando Meira, treinador do Tadim, da 4.ª Divisão do Futebol Feminino e com passagens na formação de Braga, Vitória SC e Gil Vicente no feminino. 

Lê na íntegra o artigo Especial Antevisão da Primeira Liga Feminina 2026/27 e o retrato do Futebol Feminino em Portugal do Bola na Rede. Abaixo, um excerto relativo ao perfil da jogadora portuguesa.

O perfil da jogadora

Se o futebol jovem é a base do futebol profissional, é também interessante perceber se, com o crescimento das academias da formação, há um perfil da jogadora jovem portuguesa, capaz de englobar características comuns aos novos talentos que vão surgindo. 

Para Fernando Meira, a questão da agressividade nos duelos é o calcanhar de Aquiles da formação portuguesa. 

«Elas têm técnica, sim, têm velocidade, sim, e pensam rápido, mas na hora da execução, onde é preciso uma agressividade positiva para os lances, para os duelos, falta um pouco mais», destaca o treinador, habituado a trabalhar com jovens jogadoras nos últimos anos.

Portugal Jogadoras Sub-23 2
Fonte: FPF

Diz-se que o futebol não é uma ciência exata e que, por essa razão, é tão bonito. É curioso como, partindo de experiências e visões diferentes, Fernando Meira e Catarina Realista vejam de forma diferente a nova geração que vai aparecendo. 

«Têm muita vontade. Eu acho isso fantástico, porque, quando há vontade e há orientação correta, o futebol é muito bonito», destaca o treinador.

Catarina Realista, que, há 15 anos dava os primeiros passos no futebol, traça uma diferença para com a sua geração. Quanto à qualidade técnica e tática, esse ponto é inegável. 

«Às vezes falta aquela raça e aquele comer-relva que havia muito. Tecnicamente, não tinhas tanta informação, taticamente não tinhas tanta informação. Tudo o que tu tinhas era a tua atitude, a tua vontade, o teu querer, a tua luta e acho que isso, às vezes, é o que falta. Já tiveram tudo, não é de mão beijada, porque nada é de mão beijada, mas já tiveram tudo mais fácil e não tiveram de lutar tanto. É nesta parte que eu acho que podem crescer muito. Se juntarem o potencial, a parte técnica e tática que já têm, com a ambição e o querer mais, têm tudo para ser jogadoras top», refere a jogadora. 

Assim seja.  

Lê na íntegra o artigo Especial Antevisão da Primeira Liga Feminina 2026/27 e o retrato do Futebol Feminino em Portugal do Bola na Rede. Abaixo, um excerto relativo

Diogo Ribeiro

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.