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O futebol é eterno, mas o fim uma obrigatoriedade, mesmo para os génios. Lionel Messi celebrou junto de colegas e do povo toda uma carreira pela Argentina.
A genialidade é eterna, mas a vida humana é efémera, mesmo no futebol. Aos 39 anos, Lionel Messi terminou a carreira pela seleção da Argentina, rodeado dos colegas com quem celebrou êxitos e do povo argentino, que lotou o estádio.
Depois do Mundial 2026, a última competição pela albiceleste, foi num particular contra o Benim que, num Monumental com um mar de gente azul, que a Pulga disse adeus à seleção. A vitória, por 3-0, contou com contribuição do 10 em todos os lances.
Primeiro, o astro argentino assistiu, quer Nicolás Otamendi (48′), também de despedida, quer de Nico Paz (61′), um dos futuros herdeiros no ataque. Depois, o momento de júbilo. Dos 11 metros, Lionel Messi marcou (70′), para um abraço literal e figurado. Foi o último jogo da carreira de Lionel Messi pela Argentina.
Aos 39 anos, foi alvo de homenagens antes, durante (aos 10 minutos o jogo parou) e depois do jogo. No banco, contou com todos os convocados, mas também outros com quem partilhou o banco. Lionel Scaloni verteu lágrimas e cumpriu as ordens divinas, permitindo a Lionel Messi jogar durante toda a partida. Haverá tempo para ver a Argentina jogar nos dias seguinte sem Leo. Amanhã será um novo dia em Buenos Aires, Santa Fé e qualquer outra cidade argentina. Há jogos eternos e jogadores eternos.
De incompreendido e assobiado a adorado e venerado, termina a carreira de um dos maiores de sempre. Foram 208 jogos, 126 golos e vários títulos: os Jogos Olímpicos em 2008, a Copa América em 2021 e 2024, a Finalíssima em 2023 e, claro, o Mundial em 2022. Mesmo as histórias de amor também têm um fim.
«Momentos especiais de que sei que vou sentir saudades…», escreveu Lionel Messi antes do jogo. Vamos todos.












