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O Benfica venceu o Vitória SC por 2-0 na oitava jornada da Primeira Liga. Fica com os cinco destaques do triunfo encarnado.
Gianluca Prestianni: Merece todos os elogios a dupla de endiabrados do Benfica, a começar por Gianluca Prestianni. Dos dois, é o elemento com mais dinamismo para romper e atacar espaços. Apareceu por todo o lado, beneficiando da liberdade de permutas para ludibriar marcações e acelerar. Voltou da seleção com a mesma vontade, entrega e energia.
Andreas Schjelderup: É o segundo elemento da dupla de ouro que, caso consiga ser sempre bem enquadrada e potencializada por Marco Silva, trará sempre mais dificuldades. Mais limpo nas ações, começou muitas vezes de fora para definir por dentro e dar andamento aos lances. Não é muito enaltecido, mas no compromisso e capacidade defensiva, também tem dado um salto claro.
Samuel Dahl: Crucial no arranque de época do Benfica. Tem-se desenvolvido cada vez mais como lateral que parte de posições baixas (até para facilitar o enquadramento aos dois da frente), consolidando e dando segurança nas posses (e perdas), mas com capacidade para se projetar e atacar espaços interiores. Foi assim que marcou o primeiro golo, num lance perfeito para definir o crescimento do sueco e com um pequeno pormenor: mesmo quando não tocam na bola, a irreverência criativa é uma atenuante constante ao setor defensivo adversário.
Georgiy Sudakov: Por várias semanas foi notícia pela forma como, independentemente da qualidade da exibição, não era capaz de a prolongar para o golo. Na vez em que foi lançado para jogar mais atrás, como segundo médio, quebrou o enguiço praticamente ao primeiro toque na bola. Mais do que o golo, importante para um psicológico que aparenta sempre o maior entrave, esta função, mais recuado e ligado ao jogo desde trás, traz curiosidade quanto ao futuro.
Arnel Jakupovic: Entre todas as dificuldades do Vitória SC, foi o elemento mais esclarecido a tentar dar jogo. Funcionou como avançado em apoio, a procurar baixar em campo – bom timing para oferecer a linha de passe – para enquadrar os colegas. Precisava de outra capacidade da equipa acompanhar o seu ritmo, prolongar posses e subir em bloco, para ser mais valorizado.









