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Carlos Simões analisou a estreia europeia em casa do Torreense e fez o rescaldo do jogo contra o Sunderland da Europa League.
Carlos Simões, treinador adjunto do conjunto caseiro, realizou a análise do embate entre o Torreense e o Sunderland da Europa League. Jogo da 2.ª jornada da fase de liga marcou a estreia europeia do emblema de Torres Vedras em casa, num jogo histórico que terminou com uma derrota por 2-1.
«Sabíamos que ia ser um jogo brutal e muito difícil. Enquanto conseguimos, acho que só podemos estar orgulhosos do que o Torreense fez hoje. Sofre o golo aos 95 minutos contra uma equipa da Premier League, quando somos uma equipa de Segunda Liga. Estamos tristes e frustrados com a derrota, mas muito orgulhosos. O Sunderland foi obrigado a recorrer ao banco para conseguir mudar o resultado. É mais um indicador do nosso jogo. Tristes, mas muito orgulhosos».
«Sentimento de tristeza? Sim. É o segundo jogo em que isto acontece. Falamos em sorte e parece que a estrelinha tem andado a fugir. O Lucas é um profissional de topo, estava frustrado pelo golo, mas fez uma exibição fantástica. Parabéns a todos os jogadores. Estão de rastos no balneário. Fizeram história outra vez. Os adeptos foram incansáveis no apoio à equipa. Estamos a fazer coisas boas e queremos continuar a dar trabalho a estas equipas».
«Euforia do golo? A euforia é ver esta diferença de duas equipas em campo e fazer o que foi feito. De longe que tenha tirado algum foco. Os jogadores são fantásticos, independentemente do resultado. Vamos ser sinceros, uma equipa da Segunda Liga marcar a uma da Premier League, estar 1-0 ao intervalo… nem nos melhores sonhos. Trabalhamos muito, isto não é um acaso nem fortuito».
«Imagem para o futebol português? Representamos uma terra e o nosso país. Deixar orgulhosos os adeptos e Portugal só pode estar orgulhoso. Há um ano ninguém conhecia o Torreense, agora é conhecido na Europa e no Mundo. Queremos deixar a imagem que Portugal tem muita qualidade na Primeira e Segunda Liga. Não viramos a cara à luta, é o nosso ADN».
«Intensidade? São realidades diferentes. A Premier League tem um jogo intenso, menos tempo e espaço para fazer as ações. Quem viu o jogo não viu a equipa esconder-se. Duelos intensos, poder físico maior, mas são estes jogos que nos provocam desafios. Se queremos ser melhores, temos de jogar contra os melhores. Vendo esse desafio, percebemos que podia ser por ali. A diferença foi muito grande»














