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Nigéria 2-0 Islândia: 45 minutos de luxo selaram vitória

Eduardo Nunes · 3 min

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As formações da Islândia e da Nigéria partiam para este segundo jornada do grupo D com estados de espírito muito díspares. Enquanto que a equipa europeia vinha motivada com o empate na jornada inaugural perante a Argentina e sabia que uma vitória neste jogo deixava a equipa viking com o apuramento para os oitavos-de-final muito bem encaminhado, a equipa nigeriana vinha de uma derrota com a Croácia e sabia de antemão que outro desaire selava a sua eliminação do campeonato do mundo.

Quem acompanhou com atenção o Euro 2016 não pode estar surpreendido com a grande consistência islandesa, e o certo é que a equipa escandinava entrou mais forte e decidida a marcar cedo, sempre travada pelo guarda-redes nigeriano. A Nigéria decidiu jogar com um bloco mais baixo, mas sempre sem descurar o contra-ataque, aproveitando a velocidade dos seus atacantes Musa e Iheanacho.

Pese embora esta nuance tática, a primeira parte acabou por não entusiasmar e o nulo persistiu até ao intervalo, não sem antes um livre lateral quase ter dado o golo aos europeus, numa bola tensa colocada na área mas sem haver um precioso desvio para o fundo das redes. Aliás, a Islândia teve um certo domínio no que a oportunidades de golo diz respeito, comprovado pelos 0 remates à baliza dos jogadores nigerianos.

Bastaram apenas 16 segundos na segunda parte para a Nigéria fazer o seu primeiro remate à baliza. Aos 49 minutos, Musa fez o primeiro golo num forte remate dentro da área, fuzilando Aldorsson, num grande contra-ataque a aproveitar um (raro) desequilíbrio na defesa islandesa. Grande entrada da formação africana, que poucos minutos depois, num remate fora da área, transviado pela defesa da Islândia, obrigou o guardião islandês a uma grande estirada.

Nestes últimos 45 minutos, houve uma mudança radical e clara no domínio de jogo, certamente muito por culpa do selecionador da Nigéria Gernot Rohr. Aos 74 minutos Musa atirou ao poste, num claro prenúncio do que aí vinha. Logo na jogada seguinte, o dianteiro africano fintou o guarda-redes islandês e atirou a contar, marcando o seu segundo golo no encontro, praticamente sentenciando o vencedor do jogo.

Aos 81 minutos o VAR voltou a mostrar porque é uma ferramenta útil para os árbitros, ajudando a assinalar uma grande penalidade por falta do reforço do Benfica para a temporada 2018/19 Ebuehi. Este lance, a ser convertido, iria certamente reabrir o jogo, só que Sigurdsson atirou por cima e o desalento instalou-se nas bancadas afetas aos adeptos islandeses, contrastando com a euforia dos adeptos nigerianos.

A desilusão dos jogadores islandeses após Sigurdsson desperdiçar a grande penalidade
Fonte: FIFA

Com este resultado, os adeptos argentinos voltam a respirar de alívio, pois caso a equipa europeia ganhasse, seria preciso um milagre para a seleção das pampas se qualificar. Assim sendo, “basta” ganhar à Nigéria, algo que não se prevê nada fácil, em função de grande qualidade nigeriana sobretudo na segunda parte, mas também tem de esperar que, caso a Islândia ganhe, seja com uma menor diferença frente à Croácia.

A FIGURA

Fonte: FIFA

Ahmed Musa -Obviamente tem que ser considerado o homem do jogo, em função dos dois golos marcados e pelas oportunidades criadas na segunda metade.

FORA-DE-JOGO

Fonte: FIFA

Gyulfi Sigursson – Teve uma oportunidade de ouro para poder marcar o golo que reabriria o jogo, faltando ainda cerca de dez minutos para os 90, só que falhou clamorosamente, atirando por cima da barra. Acontece aos melhores…

Foto de Capa: FIFA

Eduardo Nunes

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