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Gianni Infantino, presidente da FIFA, abordou as tensões entre organismos, defendendo a existência de discórdias democráticas.
Gianni Infantino concedeu uma pequena entrevista à BBC, onde comentou as mais recentes discordâncias com as confederações, após a sua proposta de vender parte dos direitos comerciais de competições da FIFA a investidores privados. O suíço, líder do organismo que gere o futebol mundial desde 2016, apontou que diferenças de opinião são normais:
«Não há nada de errado em discordar. Vemos isso todos os dias em muitos países do mundo. Discordar é normal. Ter pontos de vista diferentes é normal, mas temos de ser capazes de seguir em frente».
Relativamente à confiança das confederações à sua liderança, Infantino recordou todos os apoios que amealha:
«Bem, como sabe, fui eleito por 211 associações-membro de todo o mundo. E penso que o que é importante é que, numa organização como a FIFA, possa haver diferentes pontos de vista. Mas se levamos a sério a democracia, o processo democrático, e acreditamos que todos têm o mesmo voto e a mesma voz em todo o mundo, que o futebol pertence a todos. Se levamos isso a sério, então também precisamos de respeitar as opiniões da vasta maioria. Acabo de regressar de Tóquio onde, como sabe, a Confederação Asiática de Futebol me apoiou totalmente. Estive em Cabo Verde, onde todos os países africanos também, os países da CAF me apoiaram. Estou a falar com todas as associações em todo o mundo, há diferentes pontos de vista. Nem sempre é fácil reuni-las todas sob o mesmo teto. Mas precisamos de respeitar, e eu respeito, todas as opiniões, todos os pontos de vista, e depois caberá às associações-membro da FIFA decidir quem querem como presidente e como querem que a FIFA seja gerida».
Depois de ver a sua proposta recuar após rejeição da UEFA, CONCACAF e AFC, Infantino sofre uma enorme pressão do organismo europeu, que prepara uma candidatura no sentido de combater a reeleição do atual líder da FIFA.













