Durante décadas, a Serie A italiana foi o epicentro do futebol mundial, palco onde desfilavam algumas das maiores estrelas do jogo
Benfica
A vitória que explica Mourinho e o Benfica que ainda procura o seu caminho | Ajax 0-2 Benfica
Há jogos que não entram para a história pela beleza, nem pelo excesso de inspiração, mas por aquilo que revelam sobre o estado anímico e estrutural de uma equipa. Em Amesterdão, o Benfica não construiu uma exibição para guardar, mas, isso sim, um sinal de vida. E quando se está numa Liga dos Campeões que parece não perdoar um erro, um desvio ou até uma hesitação, o simples ato de respirar fundo e afirmar “estamos vivos” vale mais do que a estética. Ora, o encontro com o Ajax expôs isso de forma quase cruel: dois gigantes, duas camisolas pesadas, a viverem uma realidade que não se veste de glória, mas de sobrevivência. E, no meio dessa atmosfera quase melancólica, o Benfica foi aquele que conseguiu, enfim, juntar a urgência à disciplina. E é precisamente por aqui que começa a explicação de um final de tarde que, mais do que bonito, foi útil.


















