Jogar bonito, com “nota artística” começa a interessar pouco, numa altura em que os detalhes poderão fazer a diferença nas contas finais.
Benfica
Redação Bola na Rede
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O Raúl frequenta o mestrado em Ciências da Comunicação e quer seguir jornalismo desportivo. Apaixonado pelo futebol, acompanha também modalidades como o basquetebol, o futsal, o andebol e o ténis. É curioso por natureza e acredita que há sempre algo novo para aprender, tanto no desporto como no jornalismo. Escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.
Benfica
FC Porto
Na terra onde Bruce Springsteen cantou o desalento da juventude americana, foi a voz grave de Cláudio Ramos que se impôs no silêncio do MetLife Stadium. O FC Porto estreou-se no Mundial de Clubes com um empate a zero frente ao Palmeiras, numa noite em que as bancadas não mentiram à televisão – ainda que as câmaras o tentassem – e o futebol oscilou entre o caos sul-americano e a busca frustrada por ordem europeia. Sob o céu quente e carregado de New Jersey, dragões e verdões anularam-se num duelo de ritmos desencontrados, técnica emergente e promessas por cumprir. Havia no ar um contraste evidente entre projetos: de um lado, o Palmeiras, de Abel Ferreira, consolidado, enraizado, competitivo como sempre; do outro, o FC Porto, de Martín Anselmi, ainda à procura da sua voz, num esboço de identidade a carvão. Os dragões chegavam feridos, vindos de uma temporada atípica e sem brilho, apoiados por uma minoria ruidosa de emigrantes azuis e brancos, desejosos de um sinal. Tiveram-no, não através de um golo, mas de uma resistência.
Liga das Nações
Taça de Portugal
Benfica e Sporting voltam a medir forças este domingo, a partir das 17h15, no Estádio Nacional, no Jamor, com a Taça de Portugal em disputa. Para o Sporting, é a oportunidade de fechar a época com chave de ouro, conquistando a tão ambicionada dobradinha, uma semana depois de celebrar o bicampeonato. Já o Benfica procura erguer um troféu que lhe escapa desde 2017, depois de ter vencido precisamente os leões na final da Taça da Liga, em janeiro. Esta será a primeira final da Taça de Portugal entre os dois rivais lisboetas desde a controversa edição de 1995/96, que terminou com a vitória encarnada e ficou tristemente marcada pela morte de um adepto sportinguista, atingido por um very-light lançado por um adepto do Benfica. Desde esse trágico episódio, as duas equipas não mais se encontraram no Jamor.
Sporting
O campeão não tremeu! A depender apenas de si próprio para assegurar o bicampeonato, o Sporting venceu, no Estádio José Alvalade, o Vitória SC, por 2-0. Os golos dos verdes e brancos foram apontados por Pedro Gonçalves e Viktor Gyokeres, que coroaram, assim, o Sporting como bicampeão nacional, 71 anos depois! A verdade é que, durante 90 minutos, os leões estiveram sempre na frente da luta pelo título, terminando mesmo com mais dois pontos do que o Benfica depois do empate das águias em Braga.
FC Porto
O dérbi da Invicta teve sabor amargo para o Boavista, que caiu frente ao FC Porto (1-2), numa noite em que Rodrigo Mora assinou uma obra-prima e os dragões deram um passo importante rumo ao terceiro lugar da Primeira Liga, uma luta que, por muito que não fosse desejável no início da época, com as vicissitudes que a mesma foi tomando, se tornou inevitável para os dragões. Assim, no Bessa, Martín Anselmi tinha Diogo Costa regressado de lesão e Alan Varela regressado de castigo, promovendo a inclusão dos dois no onze inicial, em detrimento de Cláudio Ramos e Pepê, sendo que Fábio Vieira avançava no terreno face aos dois últimos jogos.
Sporting
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FC Porto
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Jogar bonito, com “nota artística” começa a interessar pouco, numa altura em que os detalhes poderão fazer a diferença nas contas finais.
FC Porto
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No meio do momento conturbado da equipa, os dragões têm novo teste europeu de fogo.