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Opinião

O desastroso mercado do Vitória SC e as consequências para o futuro

Se houve um clube que marcou o último mercado de transferências foi o Vitória SC. O histórico do Minho, crónico candidato ao apuramento para as competições europeias, começou um novo ciclo com a chegada de Luís Pinto ao comando técnico, após ter realizado um trabalho brilhante com o Tondela. Depois de uma temporada com três treinadores distintos, era notório que António Miguel Cardoso e restante direção da equipa de Guimarães teria que começar um projeto, ainda que o plantel contasse com pedras basilares. Algo que sempre esteve presente nas equipas dos conquistadores eram jogadores que sentissem verdadeiramente o clube, mesmo sendo formados bem longe de Guimarães. Tiago Silva, Bruno Varela, Samu Silva, Nuno Santos ou Tomás Handel são exemplos demonstrativos disto. De branco, sempre deram o seu máximo. Havia inclusivamente um certo entusiasmo como a nova época do Vitória SC (como existe sempre, embora não fique na memória), com a ilusão de que em 2025/26 o conjunto poderia lutar pelo Top 4, algo adensado pela chegada de Carlos Vicens ao Braga, já que o espanhol era um pleno desconhecido. Sem provas europeias, a equipa teria igualmente um calendário mais folgado e com mais tempo de descanso. O mercado de transferências realizado pelos conquistadores acabou com estas expectativas e as atitudes tomadas causaram surpresa entre os adeptos.

Ricardo João Lopes · 6 min de leitura
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