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La Liga

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Opinião

O Athletic e uma política única de contratações

O País Basco é uma região especial, onde as raízes são valorizadas. Toda a região vive um forte nacionalismo, que influenciou a história de Espanha como um todo, principalmente no século XX. A Euskadi possui uma língua própria, que poucos conseguem entender se não são nativos, tal como costumes que não existem no resto do país. A Comunidade Autónoma tem direito a benefícios que outras não possuem, que lhes foram dados para ‘apaziguar’ o clima de independentismo. No futebol, tal como nas outras áreas, o País Basco é igualmente diferente. O desporto rei vai muito além de Athletic ou Real Sociedad, há vários históricos na região. Todos eles, com algo em comum: a valorização do que é da casa. Há poucas zonas do globo que podem afirmar que conseguem produzir mais talento que o País Basco, que conta com fortes canteras e escolas de formação que produzem jogadores com poucos meios. A instituição tem que ter princípios básicos. No norte de Espanha, um deles é dar oportunidades à prata da casa. Dentro do Athletic, não há uma norma específica para este ponto, nem percentagens de jogadores da região a serem integradas num plantel. Há, sim, uma lei não escrita, mas que quem gosta de futebol conhece na perfeição. A formação de Bilbao somente utiliza jogadores originários do País Basco, ou que tenham crescido na região, mesmo que nascessem fora da mesma. Não há um papel que tenha esta regra escrita, mas a mesma é respeita e está na memória de todos os que entram pela porta do San Mamés.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
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Opinião

O regresso de Álvaro Carreras ao Estádio da Luz

Na Luz, Samuel Dahl continua sem fazer esquecer totalmente Álvaro Carreras, que desbrava mundo em Madrid e assume-se como um dos melhores laterais da actualidade. A concorrência de Ferland Mendy e Fran García pulverizou-a naturalmente e regressa agora à Luz como titularíssimo do maior campeão do futebolístico. Dois anos depois da sua estreia de Àguia ao peito, Carreras defronta o clube que o catapultou para a elite com a ingratidão involuntária de poder ser um dos carrascos da continuidade europeia do Benfica. Mas estará só a ser profissional: se aos portugueses é obrigatória a vitória e a bonança das probabilidades, aos de Madrid falta ainda um ponto para assegurar o top 8 e a qualificação directa.  Foi a 24 de Janeiro de 2024, há praticamente dois anos certos, que Álvaro Carreras se fez estrear sob comando de Roger Schmidt, numa meia-final perdida para o Estoril no desígnio dos penalties. Aquele Estoril era osso duro de roer, treinado por Vasco Seabra e com a dupla Mateus Fernandes-Kondredi na intermediária mais Guitane a agitar lá na frente, mas aquele Benfica tropeçava e deixava já antever as dificuldades sentidas até final dessa época. Carreras, vindo do Granada com 20 anos, não tomaria qualquer responsabilidade nessa desilusão, já que só jogaria sete minutos.

Pedro Cantoneiro · 3 min de leitura
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