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Benfica

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Opinião

As imperfeições do Benfica foram a perfeição do Académico de Viseu

11 empates depois, o Benfica voltou ao mesmo registo. A base da aleatoriedade do resultado de um jogo de futebol explica-o para lá de qualquer outra reflexão. Há erros e imperfeições que o Académico de Viseu, com um jogo em crescendo, conseguiu aproveitar. Mas, acima de tudo, há uma supremacia tão clara e evidente que torna qualquer comparação ao que se foi desenrolando na última temporada tão superficial como a análise que alguém, um dia, fez e levou as bancadas a estar completamente despidas. Mais do que a cor do cachecol que pintaria as bancadas, há que analisar se é de jogos sem adeptos que se quer construir o futebol português. Quando uma das grandes lacunas do nosso futebol se torna numa arma de arremesso e penalização, acentuando a ausência mais presentes dos campos portugueses - onde o Estádio da Luz, naturalmente, não se inclui, mas fica o ponto - há muito de errado. Para lá dos lamentos perante a forma como se jogou futebol para ninguém, não ignorando a força humana que, fora do Estádio, se juntou e se fez ouvir por jogadores, treinadores e pelos poucos humanos que, por qualquer questão laboral, puderam assistir ao jogo, houve um bom espetáculo dentro de campo. O Benfica foi superior e só se pode queixar de falta de contundência nas áreas pelo tropeço. Sendo mais forte em, pelo menos, uma destas, o resultado teria sido assinalável e todas as próximas palavras teriam um sentimento e uma sensação diferentes.

Diogo Ribeiro · 9 min de leitura
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