Publicidade

Futebol Nacional

28.500 artigos

Opinião

O furacão azul e branco | Alverca 0-3 FC Porto

Foi no Estádio da Luz que se fez alusão a uma réplica de ciclone vinda dos Açores, mas no Complexo Desportivo de Alverca foi um verdadeiro furacão azul e branco que fez levantar os adeptos portistas em quatro ocasiões - três delas que deram efetivamente em golo. No momento do terceiro tento do FC Porto, em que Borja Sainz coloca a bola no canto esquerdo da baliza defendida por André Gomes, essa tempestade extrema atingiu o apogeu, fazendo com que as redes e uma grande parte do estádio abanassem com muita intensidade. É precisamente sobre “intensidade” que grande parte deste texto se debruçará. Não aprecio muito a utilização deste termo para qualificar o jogo de uma equipa, muito menos de resumir o futebol a quem tem mais força e a quem é mais esforçado. Aliás, sou da opinião de que, em grande parte das vezes, é o cérebro – individual e coletivo - a maior arma de uma equipa. Contudo, é impossível dissociar o conceito anteriormente referido daquele que tem sido o estilo de jogo base do FC Porto. Quando Rui Borges assumiu o comando técnico do Sporting, há já quase um ano, deu a conhecer o mote “quando faltar inspiração, que não falte atitude”. Farioli, que chegou à Invicta há cerca de meio ano, parece ter-se apropriado das palavras do técnico rival, que se ligam muito bem à identidade e cultura dos dragões, e exponenciou a atitude para um outro patamar. Voltando a fazer alusão ao segundo golo na conta pessoal de Borja Sainz no jogo frente ao Alverca, o terceiro dos portistas no mesmo encontro, não só os comandados de treinador italiano têm continuado a demonstrar atitude quando a inspiração está escassa, como, em jogos mais complicados, a atitude tem sido o motor da inspiração.

Manuel Brito Henriques · 5 min de leitura
Ler a crónica