Carlos Vicens foi o eleito para ocupar o posto de treinador do Braga e está a viver os seus primeiros passos como técnico dos minhotos.
Clubes Portugueses
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Benfica
O confronto entre Benfica e Rio Ave continua a marcar um novo rumo no Benfica. A luz espera ser conquistada por José Mourinho, o primeiro jogo deu bons indicadores neste sentido já que o Benfica venceu por 3-0 o AVS SAD. O Rio Ave vem de duas derrotas seguidas, e este mau momento aliado ao entusiasmo à volta de Mourinho podem ser ingredientes “venenosos” para os vilacondenses. O Benfica recebe o Rio Ave num encontro marcado por expectativas distintas para as duas equipas. Do lado encarnado, o grande trunfo está no regresso à Luz, apoiado pelo fator casa e pela entrada de um novo treinador. Apesar de ainda não existirem muitas dinâmicas enraizadas, a mudança técnica trouxe um ambiente mais positivo em torno do plantel e uma maior confiança na capacidade de extrair o melhor rendimento dos jogadores. Isso poderá refletir-se num jogo mais solto, ainda que longe da perfeição coletiva.
Primeira Liga
Lisboa veste-se de verde e branco para acolher mais uma jornada da Liga Portugal. O Sporting recebe o Moreirense em Alvalade, num encontro que promete intensidade e contrastes: de um lado, um candidato natural ao título que procura confirmar o bom momento; do outro, uma equipa sólida e organizada, que chega à capital com a ambição de testar os limites do seu crescimento. Os leões de Rui Borges têm mostrado consistência na forma como abordam os jogos, impondo a sua identidade através da pressão alta, da circulação rápida de bola e da qualidade individual que transborda em cada setor.
FC Porto
No futebol português, há muito habituado a viver da alternância entre projetos sustentados e a eterna procura pelo resultado imediato, surgiu um treinador que parece ter nascido para contrariar a lógica instalada. Francesco Farioli, italiano de apenas 36 anos, é hoje, na minha opinião, o técnico que melhor traduz a modernidade do jogo dentro das quatro linhas. Ainda sem títulos, ainda sem a chancela que só a prata da casa e os troféus permitem inscrever na história, mas já com a certeza de que a sua presença em Portugal é um sopro de frescura num campeonato que tantas vezes se fecha sobre si próprio. Não é apenas a juventude que impressiona, nem a postura serena no banco. É a profundidade de pensamento, a clareza da ideia e a coragem de a aplicar sem concessões. Farioli, inspirado em Roberto De Zerbi e noutras escolas de pensamento futebolístico, acredita que o futebol não se resume a ganhar, mas sim a transformar o jogo num organismo vivo, em constante mutação, onde cada jogador se torna parte de uma engrenagem maior. Essa filosofia não se resume a palavras: vê-se na forma como a sua equipa se organiza, como procura controlar os ritmos de jogo, como arrisca na saída de bola mesmo quando o adversário pressiona alto, e como acredita que o domínio através da posse é a chave para manter o controlo emocional da partida.
Benfica
Se em 2021 Rui Costa era visto como o salvador da pátria benfiquista, hoje carrega consigo a sombra de Luís Filipe Vieira e é encarado, por muitos, como a continuidade do Vieirismo no Benfica. Na altura, confesso, acreditei como tantos outros que um benfiquista “como nós” iria devolver ao clube a sua alma, libertá-lo das amarras do passado e guiá-lo para um futuro mais transparente, mais digno e verdadeiramente alinhado com a identidade do Benfica. Foi essa esperança que me fez acreditar que estávamos perante um virar de página. Mas enganei-me. Enganei-me ao pensar que a rutura estava à vista, quando afinal a continuidade se disfarçava sob o manto da promessa. Caí no erro de confiar em palavras que, hoje, soam ocas. Promessas de mudança que não se concretizaram, ilusões que se desfizeram com a mesma rapidez com que foram erguidas. Sinto-me enganado, não só por Rui Costa, mas também por mim próprio, por ter acreditado.
Benfica
O Benfica regressou às vitórias na Primeira Liga no primeiro jogo de José Mourinho ao comando da equipa. Depois de um período conturbado, marcado pelo empate com o Santa Clara e a derrota caseira com o Qarabag, os encarnados voltaram a sorrir na Vila das Aves, frente ao AFS, com Sudakov (45+3), Pavlidis (56) e Ivanovic (64) a construírem um triunfo que, embora não tivesse sido deslumbrante, foi eficaz e seguro. Vinte e um anos depois, José Mourinho voltou a Portugal para treinar o Benfica. A receção foi calorosa, com aplausos e entusiasmo das bancadas a acompanhar o caminho do treinador até ao banco, numa estreia que prometia definir o tom desta nova etapa. O primeiro onze teve apenas um toque direto do treinador: Ivanóvic ao lado de Pavlidis no ataque, deixando Schjelderup no banco. O sistema 4-4-2 parecia claro, mas o jogo inicial revelou nervosismo e alguma ansiedade.
FC Porto
Há jogos que parecem nascer com um destino traçado: O Rio Ave x FC Porto, em Vila do Conde, nunca chegou a ser um enigma: desde o primeiro minuto percebeu-se que os azuis e brancos tinham vindo para impor o seu ritmo, esmagar o adversário e reafirmar o estatuto de líder. O 0-3 final soa quase brando perante a diferença de intensidade, ideias e execução que se viu em campo. Mais do que três pontos, foi a confirmação de que a equipa de Francesco Farioli está a transformar cada partida num manifesto competitivo. Não resisto a começar este rescaldo por Gabri Veiga. O médio espanhol regressou ao onze titular e parecia ter guardado toda a inspiração para este jogo. Assinalou, por duas vezes, de canto, o compasso que ditou o destino do encontro: primeiro assistiu Pablo Rosario, depois Samu, e já na segunda parte decidiu ele mesmo assinar a obra com um remate pleno de classe. Mas reduzir a sua exibição aos números é um erro grosseiro. Gabri foi omnipresente: pressionou alto, comandou os ritmos, deu sempre linhas de passe, encarnando aquilo que Farioli mais exige dos médios — agressividade sem bola e critério com ela. O FC Porto encontrou nele não apenas um executante de bolas paradas, mas um líder em movimento contínuo.
Benfica
José Mourinho regressou ao futebol português pela porta grande e com o peso do seu nome a arrastar consigo expectativas, memórias e polémicas. O Benfica escolheu-o numa altura de divisão entre adeptos e de descrença no projeto desportivo. A grande questão é simples: será José Mourinho o homem certo para devolver estabilidade e vitórias ao clube da luz? O experiente treinador de 62 anos continua a ser um pensador profundo do futebol, um dos maiores de sempre, mas já não é o mesmo treinador que encantou a Europa. As suas ideias de treino parecem menos adaptadas à evolução do jogo, sobretudo no plano ofensivo, onde privilegia o resultado acima do espetáculo. Ele próprio admitiu, numa entrevista ao Canal 11, que hoje é um técnico mais talhado para jogos a eliminar do que para gerir longos campeonatos.
Benfica
E de repente, quando tudo parecia estar bem no reino da águia, eis que um empate e uma derrota no espaço de uma semana mudaram por completo o cenário na Luz. Dois resultados que ditaram o fim da era Bruno Lage no comando técnico do Benfica. Para o seu lugar, foi escolhido um nome que por diversas vezes chegou a estar associado aos encarnados. José Mourinho volta à casa de partida 25 anos depois, ao clube que lhe abriu as portas para a ribalta do futebol. O jogo de hoje entre o AVS SAD e o Benfica vai passar para segundo plano, já que todos os olhos vão estar postos no special one, que assim regressa ao futebol português depois de ter levado o FC Porto à glória europeia. O treinador natural de Setúbal teve apenas três dias para preparar este duelo do Benfica com o AVS SAD, e as suas ideias não vão estar ainda a 100% dentro de campo. Não é isso que se pretende e o próprio falou sobre isso no dia da sua apresentação. O que se espera é outra atitude dos jogadores do Benfica, que vão querer mostrar ao seu novo técnico que pode contar com eles. José Mourinho deverá continuar com o 4-2-3-1, tática que utilizou na maior parte dos clubes por onde passou durante a sua carreira. Em relação às peças do onze, também não se vislumbram muitas alterações, mas após este jogo o novo comandante da nau encarnada irá começar a estudar outros elementos menos utilizados, e que poderão saltar para a titularidade. De fora por lesão continuam Alexander Bah, Manu Silva, Bruma e o recém-chegado Dodi Lukebakio.
Entrevista BnR
Há um grande desejo de mudança dos benfiquistas e a pessoa que está mais capacitada para fazer essa mudança sou eu– Entrevista Bola na Rede a João Noronha Lopes
«Luís Filipe Vieira e Rui Costa, nos últimos oito anos, ganharam dois campeonatos e uma Taça de Portugal». Bola na Rede: Porque é que se decidiu candidatar à presidência do Benfica?
Sporting
Cerca de 7 mil quilómetros foram percorridos pela equipa do Kairat, para onze horas depois estarem em Lisboa, no Estádio José Alvalade. Oito horas da noite, o árbitro apita, começa o primeiro encontro do Sporting na Liga dos Campeões 25/26 e a estreia do Kairat na história da competição. O Sporting apresentou-se no seu normal 4-2-3-1: João Virgínia na baliza; Inácio e Quaresma a centrais, Fresneda e Maxi nas alas; Hjulmand e Kochorashvili no meio-campo; Pote e Quenda nas extremidades do campo; Trincão na posição 10 e Suarez na frente da equipa dos leões.
Clubes Portugueses
Carlos Vicens foi o eleito para ocupar o posto de treinador do Braga e está a viver os seus primeiros passos como técnico dos minhotos.
FC Porto
A sexta jornada oferece um duelo interessante e intenso a norte. O FC Porto procura prolongar a boa forma em visita a um Rio Ave pressionado pela classificação, num duelo onde o equilíbrio tático e a eficácia nos momentos-chave podem decidir o desfecho. Apesar do histórico positivo do FC Porto em Vila do Conde, os duelos com o Rio Ave no Estádio dos Arcos já deixaram também algumas memórias negativas no historial azul e branco. Na época 2005/06, um empate a zero foi o suficiente para um momento de “aperto” de um grupo de adeptos ao técnico portista de então, Co Adriaanse. Também em tempos mais recentes, o empate a dois golos numa das últimas jornadas de 2018/19 e a pesada derrota por 3-1 em 2022/23 foram momentos algo determinantes para a então equipa de Sérgio Conceição não ter renovado dois títulos de campeão nacional.
Benfica
Em modo dejá vu, Bruno Lage deixa um legado de controvérsia e um plantel com prestações aquém das expetativas. Depois de uma derrota histórica frente ao Qarabag, mediante julgamentos dos seus, no inferno (gélido) da Luz, o treinador sadino não resistiu à pressão do terceiro anel e Rui Costa tomou, novamente, a decisão que se recusou a tomar há meses atrás. Fim da linha para Bruno Lage, segue-se José Mourinho enquanto treinador do Sport Lisboa e Benfica. Bruno Lage chegou ao Benfica há pouco mais de um ano, numa situação pós-apocalíptica. Caiu de paraquedas. Perceba-se: Bruno Lage é a consequência da inação de Rui Costa e a sua direção, que não tomaram a decisão de romper com Roger Schmidt no tempo certo e apresentar um sucessor à altura atempadamente, recomeçando o projeto. Deixando a época começar, já em situação de descontentamento, foram obrigados a tomar uma decisão simples no tempo errado ao invés de tomar uma decisão difícil no tempo certo. Com a época em andamento e poucos treinadores disponíveis, a única opção era uma cara conhecida. Chegaram tarde ao mercado e já não havia marisco, restou Bruno Lage.
Benfica
O que se passou no Estádio da Luz foi uma das maiores humilhações europeias da história do Benfica. Perder em casa contra o Qarabag, uma equipa avaliada em 24 milhões de euros, menos do que custou Richard Rios sozinho, não foi apenas um tropeço, foi um desastre que expôs a falta de ideias de Bruno Lage e a incapacidade da direção em perceber o rumo que o clube levava. O despedimento do treinador era, afinal, inevitável. Bruno Lage preparava os jogos em função do adversário e não em função de uma identidade, uma identidade à Benfica. A explicação que deu antes do jogo sobre a titularidade de Sudakov foi paradigmática: «Ele joga porque o Qarabag tem três médios». Isto é tudo o que não se espera de um treinador do Benfica. A equipa encarnada tinha de impor o seu jogo, obrigar os adversários a adaptarem-se, não o contrário.
Sporting
219 dias depois a Champions está de volta ao Estádio José Alvalade. O Sporting estreia-se, esta quinta-feira, na ronda inaugural da edição em curso da prova milionária, diante do Kairat. Este será o primeiro de oito emblemas que os verdes e brancos irão defrontar na fase de liga da competição. Os leões de Rui Borges entram nesta partida com as expetativas elevadas, com a mira apontada a conquistarem os três primeiros pontos da Liga dos Campeões, beneficiando também do fator casa, embora estejam atualmente sob uma pequena onda de lesões, não podendo contar com Ousmane Diomande e Rui Silva. No entanto, os verdes e brancos têm motivos para sorrir, pois Hidemasa Morita, poderá somar minutos neste embate.
Benfica
O Anel de Fogo do Pacífico está longe de se deixar envolver pelo espírito da palavra da paz. A ferradura que envolve o oceano tem cerca de 40 mil quilómetros de extensão e um extenso historial de vazio e destruição. 70% dos sismos com elevada intensidade registam-se nesta zona do planeta, bem como os principais vulcões em atividade da Terra. Circunstâncias naturais e geológicas, relacionadas à colisão de placas tectónicas e ao acumulo da tensão, que é, inviavelmente, libertada em sismos explicam a concentração de fenómenos extremos nesta zona da Terra. Na Luz e no Benfica, há também um Anel de Fogo de instabilidade que faz suceder, de forma quase natural, acontecimentos extremos e preconizados.
Primeira Liga
A posição de guarda-redes é cada vez mais importante e decisiva no futebol moderno. Já não é só um elemento estático entre os postes, mas é um jogador que deve intervir cada vez mais no jogo, seja jogar cada vez melhor com os pés, seja em ter um bom controlo da profundidade quase a jogar como um líbero. Acima de tudo, deve transmitir confiança e tranquilidade à equipa, em especial estar em sintonia com a sua defesa para que o jogo decorra sem sobressaltos de maior para que, se for possível, a baliza fique a zeros no final do jogo.