Publicidade

Declínio nas modalidades femininas do Sporting?

Inês Flores · 2 min

benfica sporting feminino
Foto: SL Benfica

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

É algo que cada vez se fala mais e com menos motivos para os adeptos do Sporting sorrirem: as equipas femininas das diferentes modalidades do clube têm passado momentos conturbados onde o ADN de conquista tem sido colocado para segundo plano.

O Sporting é um dos clubes que mais contribuiu para a ascensão e crescimento de algumas modalidades femininas em Portugal, destacando-se no futebol e que graças a este investimento foram já formadas inúmeras jogadoras que atualmente alinham na seleção nacional. Porém, essa mística tem se vindo a perder.

 Com um certo declínio cada vez mais a ser realçado por conta dos resultados das leoas, coloca-se a derradeira questão: mas afinal, o que se passa com as modalidades femininas do Sporting?

Futebol: do domínio nacional às conquistas esporádicas

É preciso recuarmos até 2017/2018 para encontrarmos o último campeonato ganho pelas leoas. A equipa do Sporting foi ‘’engolida’’ pelo projeto do rival SL Benfica que dominou por completamente o futebol feminino português. As leoas venceram apenas dois títulos desde que as águias entraram nos grandes palcos da modalidade: a Supertaça de 2021 e a Taça de Portugal 2021/2022. Na presente época, o Sporting encontra-se no 3.º posto da Primeira Liga, a 10 pontos do líder Benfica e foram eliminadas nos quartos de final da prova rainha pelas águias num resultado pesado para o conjunto verde e branco (5-0).

Nota-se uma diferença daquilo que era o papel do Sporting no futebol feminino em Portugal, visto que passaram do domínio total a conquistas ocasionais.

Na quadra também não se tem dominado

O Futsal masculino é uma das modalidades do Sporting que mais vence. Já da versão feminina não podemos dizer o mesmo. As leoas nunca venceram um campeonato nacional e não vencem qualquer tipo de competição desde 2015. Existem outros projetos em Portugal no futsal feminino que têm vindo a ter potencial para dominar e o Sporting não se encontra neste lote, perdendo a corrida para as equipas do SL Benfica, Nun’ Álvares e Santa Luzia.

O Sporting como referência que tem nesta modalidade no masculino, passa completamente despercebido na secção feminina de futsal e dado este panorama, a equipa ocupa a 4.º posição da Liga a 16 pontos do Sport Lisboa e Benfica.

No hóquei o cenário não é agradável

O hóquei feminino do Sporting é também uma das modalidades que sempre passou de modo totalmente discreto em Portugal. Com apenas um título conquistado, o projeto leonino nesta modalidade não tem sido devidamente bem aproveitado. O Sporting tem passado assim como uma sombra no hóquei em patins. Na época em curso, ocupam o primeiro lugar do Grupo 2 do Campeonato Nacional Feminino e já foram eliminadas da Taça de Portugal frente ao Turquel, onde a equipa de Alcobaça goleou o Sporting por 1-4 no Pavilhão João Rocha. 

O cenário é bastante idêntico em algumas das secções femininas do Sporting Clube de Portugal: ausência de títulos conquistados. Isto pode se tornar um problema para o clube e para a prática do desporto feminino em Portugal, pois o clube pode extinguir estas modalidades se estas não continuarem a dar frutos. Com esta situação toda em curso, dará o Sporting a volta e irá começar a investir no feminino, ou continuarão à deriva de outras identidades?

Inês Flores

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.