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Andebol: Sporting x Benfica – Hegemonia leonina mais do que validada

Pedro Filipe · 2 min

Jogadores Sporting Andebol
Foto: Ana Paula Andrade / Bola na Rede

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O Sporting já tinha garantido o tricampeonato nacional antes deste dérbi frente ao Benfica. O título estava conquistado, a superioridade ao longo da época estava confirmada e os leões entraram em campo sem a pressão classificativa que normalmente marca um clássico. Ainda assim, jogaram no Pavilhão João Rocha, como se o campeonato estivesse em disputa, na última jornada da fase de apuramento de campeão.

E talvez isso diga tudo sobre esta equipa. O 34-22 final não foi apenas uma vitória confortável. Foi uma demonstração brutal de intensidade, compromisso competitivo e maturidade coletiva. O Sporting transformou um dérbi historicamente equilibrado num jogo praticamente resolvido cedo, sem nunca baixar o ritmo e sem oferecer qualquer possibilidade real de reação ao Benfica.

Num jogo destes, seria natural procurar um herói individual. O melhor marcador, o jogador decisivo, o maior destaque do dérbi. Contudo, a verdade é que este Sporting venceu exatamente pelo contrário: porque funcionou como um bloco compacto, quase mecânico, onde tudo parece acontecer com naturalidade. Ainda assim, houve uma figura que simbolizou melhor do que ninguém a diferença entre as equipas: André Kristensen.

O guarda-redes leonino voltou a ser determinante e acabou por representar o muro emocional que o Benfica nunca conseguiu ultrapassar. Em vários momentos da partida, especialmente quando o rival tentava aproximar-se ou recuperar confiança, Kristensen apareceu com defesas decisivas que quebraram completamente o ímpeto encarnado. Num dérbi, isso vale tanto como marcar golos.

E esse talvez tenha sido o maior símbolo da época do Sporting: uma equipa segura, confiante e extremamente confortável nos grandes momentos.

O Benfica nunca conseguiu acompanhar verdadeiramente a intensidade do campeão nacional. Houve demasiados erros ofensivos, dificuldades claras perante a agressividade defensiva leonina e uma sensação permanente de desconforto perante o ritmo imposto pelo Sporting. À medida que o resultado crescia, o dérbi foi perdendo equilíbrio e ganhando contornos quase simbólicos da diferença atual entre os dois projetos.

Porque perder um clássico por 12 golos não acontece apenas por causa de um mau dia. Acontece quando uma equipa está num nível competitivo superior e os leões estão. Com isto, o Porto aproveitou para ultrapassar as águias que voltam a não conseguir ultrapassar os rivais, caindo para o lugar mais baixo do pódio.

O tricampeonato já estava garantido. No entanto, faltava fechar a época com uma última afirmação diante do rival histórico. Faltava mostrar que o título não tinha sido apenas uma questão de regularidade — era também uma questão de domínio. O dérbi respondeu a isso sem margem para dúvidas. Falta jogar a final da taça, mas os leões partem como favoritos para dobradinha.

Pedro Filipe

Redação Bola na Rede · ver artigos

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