A proposta de Gianni Infantino para vender participações nos Mundiais a investidores privados poderia render ao presidente da FIFA cerca de 55 milhões de euros por ano a partir de 2028.
A liderança de Gianni Infantino na FIFA está novamente sob forte pressão, depois de novas revelações sobre um projeto que poderia beneficiar financeiramente o presidente do organismo. Segundo o The Times, a criação de uma empresa privada para explorar parte dos direitos comerciais dos Mundiais poderia garantir a Gianni Infantino um salário anual de 64 milhões de dólares (cerca de 55 milhões de euros) a partir de 2028.
A proposta, que passaria pela criação da FIFA Forward Enterprise, terá enfrentado forte oposição por parte da UEFA e da CONCACAF, cujos votos seriam determinantes para a aprovação do projeto. A contestação levou ao recuo da iniciativa, mas o caso já provocou preocupação entre patrocinadores e aumentou a pressão sobre o dirigente suíço-italiano.
As críticas à gestão de Infantino têm-se multiplicado nos últimos dias. Javier Tebas, presidente da LaLiga, defendeu a sua saída e Andy Burnham, primeiro-ministro britânico, considerou que o dirigente não seria a pessoa adequada para liderar a FIFA.

