Última horaChelsea pode ter baixa importante até ao final de 2026
Publicidade

Jeddah E-Prix #1 e #2: Duas corridas e dois vencedores | Fórmula E

Ana Catarina Ventura · 2 min

Jeddah E-Prix Fórmula E
Foto: Jeddah E-Prix

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Em terras do Médio Oriente, a Fórmula E teve a primeira dupla corrida do ano, com Jeddah a receber essas sessões na sexta e no sábado. Pascal Wehrlein (Porsche) ganhou a primeira corrida, com o pódio constituído por Edoardo Mortara (Mahindra) e Mitch Evans (Jaguar).

Já no sábado, “A Portuguesa” ouviu-se lá no alto do primeiro degrau do pódio, depois de António Félix da Costa (Jaguar) vencer a corrida número dois, com Sebastien Buemi (Envision) e Oliver Rowland (Nissan) no segundo e terceiro lugar, respetivamente.

Este artigo irá resumir ambas as corridas, com os melhores e piores momentos do fim de semana.

De Vries sem felicidade em Jeddah – Tanto na primeira como na segunda corrida, Nyck De Vries não teve sorte em momento algum. Na sexta-feira, o piloto da Mahindra não conseguiu competir, uma vez que a marcha de Drive não estava a entrar e, por isso, teve de ser retirado da pista com a ajuda dos comissários de pista. No sábado, teve direito a 60 lugares de penalização por ter trocado alguns componentes do motor durante a noite. Terminou essa corrida exatamente onde começou – vigésima posição.

Mortara foi (só) o homem das poles – Edoardo Mortara teve tudo para sair de Arábia Saudita com mais duas vitórias adicionadas ao seu currículo. Infelizmente, isso não se concretizou, conseguindo só um pódio. O piloto suíço teve dificuldades no arranque da primeira corrida depois dos pneus traseiros terem feito um burnout. Na segunda corrida, a estratégia foi mais importante.

Típicos incidentes na primeira volta – Pepe Martí (Kiro Cupra) nem se deu conta que bateu em Zane Maloney (Lola Yamaha) ao tentar ultrapassar um Citroen. A verdade é que esse contato na primeira volta fez com que Martí tivesse de se retirar da primeira corrida pela suspensão partida. Na segunda corrida, houve novamente um toque de Martí em Maloney, danificando o Lola Yamaha.

Celebrar 100 corridas com uma vitória – Pascal Wehrlein, o vencedor da corrida um, também celebrou esta ser a sua corrida número 100 na Fórmula E. Com isto, o piloto alemão arrecada nove vitórias, 20 pódios e 10 poles. Ah, e um campeonato.

Da Costa de volta ao pódio – De vez em quando, o piloto português fica bastante longe dos pódio e dos pontos, mas quando regressa, regressa em grande. Já na primeira corrida tinha terminado na quinta posição, mostrando que estaria com bom ritmo no seu Jaguar e foi na segunda que mostrou que estava de volta.

A competitividade da Fórmula E – Tal como em muitos anos, a Fórmula E continua a mostrar que é uma categoria competitiva, com vários pilotos a terem a chance de vencer uma corrida durante todo o campeonato. Só esta temporada, cada corrida teve um vencedor diferente, sendo que só a Jaguar conseguiu duas vitórias.

A próxima corrida será a 21 de março em Madrid, a estreia desta pista no campeonato.

Ana Catarina Ventura

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quando a bancada tenta jogar: uma reflexão de João Carlos Gameiro, coordenador técnico da Academica Sporting Aurélio Pereira

Passar uma manhã de sábado à beira de um campo de futebol devia ser um exercício simples: ver os miúdos crescerem. O desporto na infância é, ou devia ser, o espaço por excelência para aprender a falhar, a cair, a levantar-se e a decidir sozinho, em frações de segundo. No entanto, quem anda pelos campos de norte a sul do país, sabe que a realidade é outra. O ruído que vem de fora não é de incentivo, é um bombardeamento constante de ordens diretas: "Passa!", "Chuta!", "Dribla!". Esta obsessão cega pelo resultado imediato, disfarçada de apoio paternal, está a matar o que o jogo tem de mais sagrado: a autonomia de quem joga.  Na cabeça do pai que grita, aquela instrução é uma ajuda preciosa. Ele está genuinamente convencido disso. Mas quem está lá dentro percebe o bloqueio imediato que o berro provoca. O jogo é demasiado rápido. No instante em que o miúdo recebe a bola e tenta ler o espaço, se ouve a ordem do pai para mudar o que ia fazer, a jogada já morreu. O prejuízo imediato é a perda da bola, mas o verdadeiro estrago é o que fica para o futuro. Quando a solução vem sempre mastigada de fora, a criança deixa de pensar o jogo; passa apenas a executar ordens. 

João Carlos Gameiro · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.