Luís Tralhão e João Costinha fizeram a antevisão do Sporting x Torreense. Emblema de Torres Vedras está na final da Taça de Portugal.
Luís Tralhão, treinador do Torreense, e João Costinha, médio da formação do Oeste, fizeram a antevisão da final da Taça de Portugal. Técnico e jogador lançaram o Sporting x Torreense.
O capitão de equipa começou por falar sobre a semana histórica para o clube:
«É uma semana bastante importante para nós. Viramos a página do campeonato para nos focarmos na final da Taça. Porque senão não nos focamos numa coisa nem na outra. Queremos desfrutar, usufruir e dar este orgulho à cidade e ao clube que bem merece».
«Gestão do calendário apertado? É evidente que não somos um clube que esteja habituado a fazer tantos jogos de 3 em 3 dias. Claro que a calendarização poderia ter sido feita de uma forma diferente. Óbvio que provavelmente nunguém esperava que a equipa no playoff fosse também à final da Taça. Mas cabe-nos fazer outro tipo de gestão. A equipa que entrar em campo vai fazer tudo para ser campeão, é para isso que estamos aqui. Mas fica a nota para anos seguintes, porque apesar de a probabilidade ser pouca, temos 3 três finais para jogar no espaço de uma semana. Acho que não se vai notar o cansaço porque é um jogo especial».
«Gestão de emoções? Como parte integrante dos mais velhos do plantel acabo por tranquilizar a malta. Obviamente que é um jogo especial, sabemos o que representa para a cidade e para o clube. Mas cabe-me a mim e aos mais velhos e nem só, porque às vezes podem ser mais novos e ter essa maturidade, como temos no plantel. Temos de passar o máximo de tranquilidade, libertar toda essa pressão que possa existir, não só pela final mas também pelo adversário do outro lado. E amanhã não olhar para caras, são 11 para 11 e vamos dar o máximo pela cidade».
«Este é o jogo que toda a gente gostava de ter na sua carreira. Infelizmente, conheci muitos jogadores que não tiveram essa oportunidade. Felizmente para mim, consegui tê-lo antes de acabar a carreira. Secalhar se me perguntassem eu diria que já nem pensava que poderia acontecer. Porque, sejamos honestos, para o Torreense estar numa final é preciso muito trabalho mas também muita sorte e mesmo assim nem sempre acontece. Felixmente estamos a fazer uma temporada fantastica e para a minha carreira é um marco que vou guardar com muito carinho. Sabemos tudo o que implica esta final, desde preparação até às famílias. Fico muito contente por conseguir chegar a esta final, mas ficaria ainda mais contente se conseguisse levantar o troféu».
Em resposta ao Bola na Rede, abordou os pontos fortes e debilidades do meio-campo do Sporting:
«Debilidades no Sporting é dificil de encontrar, porque estamos a falara de uma das melhores equipas de Portugal e da Europa. Fez uma caminhada fantástica não só em Portugal, mas também na Champions League. Sabemos que é um meio-campo com muita rotatividade, o Hjulmand e o Morita têm muita qualidade. Felizmente, tive oportunidade de jogar com o Morita e sei perfeitamente disso. Vou poder estar no primeiro e último jogos do Morita em Portugal, é uma curiosidade. Mais à frente, seja Pote, Trincão, todos têm muita qualidade. Mas nós também a temos e vamos tentar fazer com que isso transpareça amanhã. Sabemos que vamos estar muito tempo sem bola, mas quando a tivermos temos de passar essa tranquilidade e mostrar que na Segunda Liga também há muito talento e qualidade».
«Projeção individual da presença na final? Não creio. Se me perguntasse do campeonato, acho que é algo que pode trazer muito para a carreira e para os contratos do que propriamente a Taça. Na Taça podemos escrever os nossos nomes na história do clube e de Portugal, porque é muito dificil um clube da nossa dimensão conseguir ganhar. Se isso acontecer, ficaremos eternizados. Não tanto a questão do contrato porque acho que a questão da Liga seria muito mais vantajosa nesse aspeto».
«Momento mais marcante? Foram bastantes. Não estive presente na segunda eliminatória porque não pude mas estou a lembra-e por exemplo da Oliveirense em casa nos pénaltis foi algo marcante para nós. E agora o jogo em casa com o Fafe, estádio completamente cheio, a festa bonita que fizemos e o marco histórico de chegar à final. A cidade certamente celebrou bastante e são momentos que acho que ninguém se vai esquecer. Todos os adeptos com quem me cruzo na cidade agradecem-me, porque já não se lembravam de viver uma temporada tão boa e isso também é gratificante para nós».
EM ATUALIZAÇÃO
O Sporting x Torreense joga-se este domingo, dia 24 de maio, a partir das 17h15.

