Já há uma primeira reação dos árbitros às palavras de Pedro Proença e com ações concretas e uma ameaça. Polémica continua a estalar.
Há novas reações e, principalmente, ações em resposta às polémicas declarações de Pedro Proença, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, que foram vazadas nos últimos dias com, entre outros, críticas aos árbitros e à arbitragem portuguesa. Foram precisamente os árbitros que adotaram uma medida de protesto.
Os juízes do futebol profissional falharam a primeira ação de reciclagem e avaliação da arbitragem, um encontro de formação obrigatório organizado pelo Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol e que se iniciou esta sexta-feira, em Tomar.
«Os árbitros do futebol profissional informam que decidiram não iniciar a primeira ação de reciclagem e avaliação de arbitragem, por entenderem que, face aos acontecimentos que têm envolvido a arbitragem nacional, não estão reunidas as condições necessárias para o arranque dos trabalhos», garante os árbitros do futebol profissional numa nota à qual a Lusa teve acesso.
Além desta medida, há uma ameaça no ar. De acordo com o jornal Record, há uma ameaça de boicote à Supertaça, competição organizada precisamente pela FPF. André Narciso foi o árbitro nomeado para chefiar a equipa de arbitragem do FC Porto x Torreense.
Recorde-se que, no seguimento do leak, houve diversas entidades e organizações a reagir, entre as quais a Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF). No seguimento da polémica, Pedro Proença convocou José Borges, presidente da APAF, para uma reunião, bem como os árbitros nacionais que rejeitaram a sua presença.
Só mais tarde, e a título individual, surgiu uma primeira reação de Pedro Proença. Em nome próprio, o antigo árbitro e agora dirigente máximo da FPF reagiu e enquadrou as polémicas.



