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Bárbara Paulino explica o novo projeto do Futebol Feminino do Sporting: «Para jogar no Sporting não basta ter talento»

Vasco Pereira Lopes · 3 min

Bárbara Paulino, Sporting
Foto: Sporting

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Bárbara Paulino, coordenadora-geral do futebol feminino do Sporting, revelou, numa entrevista aos meios de comunicação do clube verde e branco, alguns dos principais objetivos do novo ciclo do clube. A dirigente do clube verde e branco destacou a aposta na formação, na captação de talento, na profissionalização e na melhoria das condições de trabalho da equipa.

A coordenadora-geral do futebol feminino do Sporting salientou também a importância da mentalidade das jogadoras e da capacidade de estas se adaptarem à exigência do clube:

«Sim, essa linha já existe, foi uma das nossas prioridades. Temos de relembrar aquilo que foi feito de bem no passado, e se relembrarmos aquilo que de menos bem correu será para não repetir esses erros no presente. Para jogar no Sporting CP não basta ter talento. A jogadora que chega ao clube, ou que vamos buscar para a equipa principal, sobretudo, tem de ter uma mentalidade vencedora e tem de ter a capacidade de mudar o chip consoante a exigência que aqui praticamos. Estamos a falar não só das capacidades técnico-tácticas e físicas da jogadora, mas também de uma mentalidade forte, que se ajusta à pressão do dia-a-dia associada a jogar no Sporting CP. Penso que as jogadoras – essa base – que ficou do ano passado tem ajudado muito quem chega a construir esta nova dinâmica». 

Bárbara Paulino revelou ainda que o Sporting está a desenvolver um departamento de scouting exclusivamente dedicado ao futebol feminino, com o objetivo de identificar jovens talentos desde as equipas de formação e simultaneamente, acompanhar o mercado nacional e internacional:

«Essa é uma das coisas que estamos a implementar, que está já em desenvolvimento. Estamos a criar um departamento de scouting só para o feminino, de acordo com o que o Sporting faz para a estrutura masculina, mas orientado para as especificidades que o futebol feminino tem. Teremos, assim, um scouting diretamente vocacionado para a prospecção e atracção de talento, desde as nossas sub-9 até à equipa B, para irmos buscar o talento mais cedo e moldá-lo à nossa identidade, ao ADN Sporting. Depois, temos a outra parte do processo de scouting que antecipa o mercado, que está mais atenta aos campeonatos internacionais e aos talentos que estão a surgir na nossa Liga, cada vez mais competitiva. Estamos a caminhar também nesse sentido, porque sabemos que é uma das vertentes mais importantes num clube: o de antecipar o talento, antecipar o mercado e ter uma linha orientadora».

Bárbara Paulino destacou também a evolução do futebol feminino no últimos anos e a aposta do Sporting na profissionalização das diferentes áreas que apoiam a equipa:

«O futebol feminino tem crescido muito e daqui a dois, três anos estaremos a falar outra vez nisso, porque a tendência é continuar a evoluir. É um negócio que está a ser bem construído, muito bem alicerçado, com bases bastante consistentes. A nível nacional, a Liga está a fazer o caminho, são 10 anos já. Se formos a comparar com 2016, há muitos pontos que hoje já estão a ser tratados de outra forma, mais profissional, e assim tem de ser. No Sporting temos uma unidade de performance, temos nutrição, temos fisioterapeutas sempre connosco, departamento clínico, team manager, secretária técnica, sabemos que uma jogadora precisa de um gabinete de apoio ao atleta quando vem de fora, por exemplo, e temos esse departamento já especializado e pronto a ajudar. A própria comunicação do clube é pensada. Então, existe esse cuidado da parte da administração do Sporting CP de nos deixar evoluir em todos os departamentos que depois suportam os resultados».

Bárbara Paulino revelou ainda que está «em fase de desenvolvimento um espaço físico exclusivo para a equipa feminina na Academia»:

«E por isso também já temos em fase de desenvolvimento um espaço físico exclusivo para a equipa feminina na Academia. Queremos, e toda a administração está de acordo também, ter o nosso próprio espaço. As jogadoras sentem que estando na Academia são mais valorizadas e podem fazer coisas diferentes. Estou bastante contente por dar esta notícia aos Sócios. Estamos a trabalhar neste ponto, está a ser desenvolvido, a médio prazo esperamos concluí-lo e será mais um upgrade para o futebol feminino».

«E depois, como disse, os resultados ajudam muito. São necessários para captar as pessoas que têm a tomada a decisão, ajudam-nos a fazê-las perceber que estamos neste ponto, no ponto A, mas temos condições para chegar ao ponto B», disse ainda.

Vasco Pereira Lopes

Redação Bola na Rede · ver artigos