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Botafogo de Artur Jorge empata a zeros no terreno do Bahia e perde liderança do Brasileirão

Diogo Ribeiro · 1 min

Igor Jesus Botafogo
Foto: Botafogo FR

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O Botafogo de Artur Jorge perdeu a liderança do Brasileirão. Vitória do Fortaleza e empate do Fogão resultam em desilusão.

O Botafogo de Artur Jorge perdeu a liderança do Brasileirão. Vitória do Fortaleza e empate do Fogão resultam em desilusão.

Com um jogo a mais realizado, o Botafogo entregou a liderança do Brasileirão ao Fortaleza. O conjunto de Artur Jorge empatou a zeros no terreno do Bahia e deixou fugir o Fortaleza.

Por sua vez, o Fortaleza não tremeu e derrotou o Corinthians por 1-0. Yago Pikachu (77′) marcou o único golo do conjunto que lidera o Brasileirão.

O Fortaleza soma 48 pontos em 23 jogos, mais um que o Botafogo que soma 24 partidas.

Diogo Ribeiro

Redação Bola na Rede · ver artigos

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Opinião

Quando a bancada tenta jogar: uma reflexão de João Carlos Gameiro, coordenador técnico da Academica Sporting Aurélio Pereira

Passar uma manhã de sábado à beira de um campo de futebol devia ser um exercício simples: ver os miúdos crescerem. O desporto na infância é, ou devia ser, o espaço por excelência para aprender a falhar, a cair, a levantar-se e a decidir sozinho, em frações de segundo. No entanto, quem anda pelos campos de norte a sul do país, sabe que a realidade é outra. O ruído que vem de fora não é de incentivo, é um bombardeamento constante de ordens diretas: "Passa!", "Chuta!", "Dribla!". Esta obsessão cega pelo resultado imediato, disfarçada de apoio paternal, está a matar o que o jogo tem de mais sagrado: a autonomia de quem joga.  Na cabeça do pai que grita, aquela instrução é uma ajuda preciosa. Ele está genuinamente convencido disso. Mas quem está lá dentro percebe o bloqueio imediato que o berro provoca. O jogo é demasiado rápido. No instante em que o miúdo recebe a bola e tenta ler o espaço, se ouve a ordem do pai para mudar o que ia fazer, a jogada já morreu. O prejuízo imediato é a perda da bola, mas o verdadeiro estrago é o que fica para o futuro. Quando a solução vem sempre mastigada de fora, a criança deixa de pensar o jogo; passa apenas a executar ordens. 

João Carlos Gameiro · 4 min de leitura
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