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Braga derrota Nacional e ultrapassa provisoriamente o FC Porto

Ricardo João Lopes · 1 min

Carlos Carvalhal Braga
Foto: João Freitas / Bola na Rede

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O Braga recebeu e venceu o Nacional por uma bola a zero, em jogo da vigésima terceira jornada da Primeira Liga.

O Braga recebeu e venceu o Nacional por uma bola a zero, em jogo da vigésima terceira jornada da Primeira Liga.

O Braga bateu o Nacional por 1-0 durante a noite desta sexta-feira, num encontro válido pela vigésima terceira jornada da Primeira Liga. O único golo da partida foi marcado por Gorby, aos 37′.

Com este triunfo, a turma de Carlos Carvalhal sobe provisoriamente ao terceiro lugar, ultrapassando o FC Porto (que enfrenta o Vitória SC na próxima segunda-feira), contando com 47 pontos. Já a equipa de Tiago Margarido regressa às derrotas e está em décimo terceiro, com 23 pontos.

Ricardo João Lopes

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Opinião

Quando a bancada tenta jogar: uma reflexão de João Carlos Gameiro, coordenador técnico da Academica Sporting Aurélio Pereira

Passar uma manhã de sábado à beira de um campo de futebol devia ser um exercício simples: ver os miúdos crescerem. O desporto na infância é, ou devia ser, o espaço por excelência para aprender a falhar, a cair, a levantar-se e a decidir sozinho, em frações de segundo. No entanto, quem anda pelos campos de norte a sul do país, sabe que a realidade é outra. O ruído que vem de fora não é de incentivo, é um bombardeamento constante de ordens diretas: "Passa!", "Chuta!", "Dribla!". Esta obsessão cega pelo resultado imediato, disfarçada de apoio paternal, está a matar o que o jogo tem de mais sagrado: a autonomia de quem joga.  Na cabeça do pai que grita, aquela instrução é uma ajuda preciosa. Ele está genuinamente convencido disso. Mas quem está lá dentro percebe o bloqueio imediato que o berro provoca. O jogo é demasiado rápido. No instante em que o miúdo recebe a bola e tenta ler o espaço, se ouve a ordem do pai para mudar o que ia fazer, a jogada já morreu. O prejuízo imediato é a perda da bola, mas o verdadeiro estrago é o que fica para o futuro. Quando a solução vem sempre mastigada de fora, a criança deixa de pensar o jogo; passa apenas a executar ordens. 

João Carlos Gameiro · 4 min de leitura
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