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Custódio Castro responde ao Bola na Rede: «Penso que nos faltou ali um pouco mais na definição»

Manuel Brito Henriques · 2 min

Foto: Pedro Barrelas/Bola na Rede

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Custódio Castro analisou a derrota do Alverca frente ao FC Porto, na 15.ª jornada da Primeira Liga. No final do encontro, em conferência de imprensa, o Bola na Rede teve a possibilidade de colocar uma questão ao treinador dos caseiros.

Bola na Rede: O Alex Amorim e o Sabit mostraram-se muito serenos com bola, ajudando a atenuar a pressão muito intensa do Porto e a fazer a bola chegar a zonas de maior perigo. Para o mister, quão importante foi o papel da sua dupla de médios, na primeira parte, e como avalia a exibição de ambos?

Custódio Castro: Fazem sempre muito boas perguntas, não é? Foram muito importantes. Se nós olharmos para o FC Porto, e se repararmos na primeira e segunda fase, e segunda com terceira, quando as equipas se conseguem instalar, vemos algumas diferenças. Sabemos que o FC Porto é muito forte na pressão sobre a primeira e a segunda fase, e era muito importante nós jogarmos com os laterais, tendo em conta a pressão. Nós sabíamos que o avançado acaba por guardar um bocadinho mais a pressão e que quem acelera muitas das vezes é o extremo. Era importante termos o lateral baixo e de frente para podermos jogar, e depois os médios poderem jogar sobre pressão. Não só os dois, mas também com o Lincoln no lado contrário. Ou seja, quando a bola saía pela esquerda, que tínhamos o Amorim, e o Sabit, quando a bola saía pela direita. Aquela distância entre eles era sempre importante para que conseguíssemos, primeiro, bater a pressão com um ou outro passe lateralizado para que, depois, na diagonal, pudéssemos ir buscar o lado contrário. Vimos também um bom momento do Figueiredo a conseguir ligar muitas vezes entrelinhas, e a conseguir acelerar jogo. E, depois, penso que nos faltou ali um pouco mais na definição e podíamos ter estado um bocadinho melhor na execução técnica, mas é bem observado e eu sei que vocês viram isso também. Era muito importante quando saíamos da pressão termos os jogadores pelas costas próximos e um bocadinho longe dos interiores, porque eles iam lá pressionar. E, depois, víamos ou não se conseguíamos jogar na profundidade, ou no Figueiredo ou no Marezi, dependendo do lado.

Manuel Brito Henriques

Redação Bola na Rede · ver artigos