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Diogo Dalot deixa muitos elogios para Michael Carrick: «Ele está sempre equilibrado e isso passa para nós»

Mário Cagica Oliveira · 3 min

Diogo Dalot
Foto: Manchester United

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Diogo Dalot fez um balanço dos tempos ao serviço do Manchester United. O lateral português deixou muitos elogios para o novo treinador, Michael Carrick.

Diogo Dalot fez um pequeno balanço da sua estadia no Manchester United. O lateral internacional português abordou as mudanças de treinador no clube da Premier League:

«Tem sido bom. Já passei por algumas situações semelhantes, e é sempre difícil porque as mudanças trazem incerteza ao clube, e podem ter dois resultados: trazer mais energia ou sair pela culatra. Felizmente, conseguimos dar a volta por cima rapidamente, tivemos dois jogos muito difíceis que podiam mudar o rumo da temporada, e saímo-nos muito bem. O maior desafio é ir ainda mais longe e ser ainda melhor, por isso diria que nos saímos muito bem num período difícil», afirmou o lateral português ao podcast do Manchester United.

Diogo Dalot abordou os momentos iniciais com Michael Carrick ao serviço do clube inglês:

«Ajuda saber o que se vai ter, porque às vezes não se sabe o que esperar. Com o Michael, soube logo que estávamos a receber uma pessoa calma e que transmite sempre boa energia. Essa é uma das coisas que realmente admiro nele: independentemente da situação, ele está sempre equilibrado e isso passa para nós, jogadores. Ao jogar duas partidas difíceis contra equipas que tenho a certeza que ele sabe muito bem como vencer, ele soube imediatamente o que nos dizer, a abordagem que queria ter. Eu já o conhecia, mas para os outros, ter alguém que já conhece o clube e sabe o que se deve sentir nestes momentos foi realmente útil».

O internacional português, que chegou ao Manchester United em 2019, falou das várias mudanças de treinador no clube da Premier League, desde que chegou a Old Trafford:

«Eu adoraria ter tido apenas um treinador durante todo o meu tempo aqui, isso é sempre mais fácil. Mas, ao mesmo tempo, também é obrigatório que nos saibamos adaptar, e uma das coisas que tento sempre passar é que não podemos mudar comportamentos ou a maneira como trabalhamos dependendo do treinador. Acho que, a longo prazo, essa montanha-russa não te dá a consistência que deves ter. Desde que cheguei aqui, tentei sempre ser o mesmo jogador, e depois depende do treinador. Ele pode gostar mais ou menos de ti, mas a tua maneira de ser, de te treinares e de te preparares, isso tem de ser sempre igual».

Diogo Dalot falou ainda dos momentos mais marcantes com a camisola do Manchester United:

«O que mais me orgulha é toda a minha trajetória neste clube. Estar na posição em que estou agora, podendo ser titular no United depois de ter passado por todas as situações possíveis no clube – lesões prolongadas, não ser uma opção para o treinador, jogar um jogo aqui e ali, ser titular em todos os jogos – é algo que me tornou muito forte e equilibrado, e isso também me deixa orgulhoso. Depois, se pensarmos em jogos e momentos, não consigo expressar o quanto fiquei feliz e emocionado quando ganhámos a FA Cup. Tínhamos ganho a Carabao Cup, mas percebi que, mesmo para os adeptos, a FA Cup era diferente. O maior e melhor problema que se tem depois de assinar pelo Manchester United é sempre a expectativa. Não se assina pelo United sem pensar que se vai ganhar troféus. Não ganhei assim tantos nos meus sete anos aqui, mas joguei cinco finais. Poderia ter cinco troféus. Isso alimenta a energia de saber que podemos competir, saber que provavelmente mudando uma ou duas coisas, sendo mais consistentes aqui e ali, este clube vai ganhar novamente. Isso é 100% certo, não tenho dúvidas».

Diogo Dalot tem um golo e duas assistências em 24 jogos pelo Manchester United nesta temporada.

Mário Cagica Oliveira

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