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Rui Borges em antevisão ao Sporting x Académico de Viseu: «Os jogos são todos perigosos, independentemente do adversário»

Manuel Nascimento · 6 min

Foto: Paulo Ladeira / Bola na Rede

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O Sporting defronta o Académico de Viseu este domingo, às 20h30, em jogo a contar para a 9.ª jornada da Primeira Liga.

O Sporting defronta o Académico de Viseu este domingo, 25 de outubro de 2026, num duelo a contar para a 9.ª jornada da Primeira Liga. A partida entre os leões e a formação viseense está agendada para as 20h30 no Estádio José Alvalade.

Em conferência de imprensa de antevisão ao embate, Rui Borges começou por dizer:

«Jogo perigoso? Os jogos são todos perigosos, independentemente do adversário. Agora, com todo o mérito do seu treinador, da sua equipa, do seu trabalho, o Académico está a fazer um excelente início de época. Como tu disseste e bem, é uma equipa já madura, uma equipa que se conhece muito bem, apesar de terem mudado de treinador, com ideias muito boas, particularmente conheço já alguns anos, de enfrentar. Não mudou muito nesse sentido, por isso é uma equipa que está motivada, como tu disseste e bem, vem de quatro vitórias seguidas. Independentemente do jogo da taça, são jogos diferentes, competição diferente, competição diferente, mudou praticamente os onze jogadores e a taça acaba por acontecer muitas vezes essa surpresa. Por isso, não acredito que isso lhes a belisque em nada, o que vai beliscar em alguma coisa, aquilo que é a confiança que têm enquanto equipa, enquanto aquilo que estão a conseguir construir ao longo deste início de época, com todo o mérito. E isso deixa-nos a nós em alerta, porque estão em quinto, estão em quinto com muita qualidade, com muito mérito e nós temos que olhar para eles nesse sentido, independentemente de ser uma equipa que acabou de subir à primeira liga, tem a sua qualidade individual e coletiva e nós esperamos estar preparados para aquilo que iremos encontrar amanhã».

«Podem acontecer alterações. O Zeno não está para este jogo, não estará para este jogo nem, nem para o jogo de terça-feira. Por isso, é uma baixa para a nossa equipa. Dentro daquilo que são as nossas soluções, iremos apresentar o melhor onze amanhã para defrontar o Académico e sermos fortes em nossa casa, voltar às vitórias, que é importante. Mas sim, pode haver uma ou outra alteração».

«Posição de Sergi Altimira? Bem, eu já estou aqui vai fazer quase dois anos, e acho que deviam conhecer-me. Não é olhar para o jogo e o Altimira, o Geny, deviam perceber aquilo que é a ideia do treinador e de que forma estratégica aborda os jogos dentro daquilo que é o adversário. Nós não fugimos à nossa ideia de jogo. Independentemente do adversário, tentamos de forma estratégica adaptar-nos a isso em termos defensivos, desde que o Rui Borges chegou ao Sporting, desde que esta equipa técnica chegou aqui. Mas relativamente à época passada e ao início desta, nós, quando as equipas constroem a três, ajustamo-nos para fazer pressão homem a homem, principalmente em nossa casa até para ir buscar referências. Defendemos a cinco, como sempre fizemos, a única diferença é que antes, em alguns jogos, fizemos com o Geny, e nestes três jogos optámos pelo Sergi, mas não mudou nada aquilo que é a estratégia de jogo ofensiva do Sporting. Mas porque é que fica mais vazio? Não, por isso é que eu estou a dizer, vocês fazem as perguntas, mas têm que saber o porquê das coisas. Eu gostava que vocês tivessem essa capacidade de leitura, de perceber o porquê das perguntas e a parte tática. Eu estou a explicar, por isso basta olhar para aquilo, nós defendíamos a cinco contra equipas que constroem a três, com dois ficamos 5-2-3, defendemos com dois médios, o Sergi baixou para cinco, não defendemos com dois médios? Defendemos igual, ou não? Defendemos igual. Estou a perguntar, vocês viram o jogo, vocês estavam a fazer uma pergunta derivada daquilo que foi o jogo e eu estou vos a questionar, porque vocês têm que entender o porquê das coisas e o porquê das perguntas, só assim é que faz lógica para mim, não é? E eu respondo com todo o gosto, estou a explicar e estou a explicar, e gosto que essas perguntas tenham a ver com a parte tática e estratégica do jogo, por isso, não tem a ver com o Sergi ou não baixar e o meio-campo não muda nada. Nós sempre defendemos equipas que constroem a três em 5-2-3 ou em 5-4-1, um bloco mais baixo depois. Por isso, não muda nada, muda o jogador que quer defender, em vez de estar no meio está atrás, mas temos dois médios na mesma e outros jogos está o Geny atrás e está o Sergi, mas são só dois médios, com o nosso terceiro médio bem defender à direita. Por isso, de forma estratégica não mudou absolutamente nada, com bola o Sporting exatamente a construir como qualquer outro jogo, com seis, dois interiores agora, dois médios, numa fase inicial de época andávamos com dois médios, época passada andávamos com dois médios, derivada daquilo que as características, por isso a questão do Sergi é uma não questão para mim, tem a ver muito com aquilo que é a estratégia e não perdemos porque o Sergi encaixou a cinco, quer dizer, nos outros dois jogos e o Sergi foi espetacular, grande estratégia, agora perdemos, ah mas porque é que o Sergi continuou a cinco? É simples, basta olhar que defrontámos três equipas que construíram a três e nós defendemos a cinco, quando assim é, é para bater homem a homem».

«Jogos que correram mal? Eu não me justifiquei com isso. São histórias todas diferentes. O único jogo que claramente não estivemos à altura foi a segunda parte com o Vitória. Foi má. Podia ter feito outras coisas enquanto treinador. Depois de abrir o melão é que sabemos. No momento fiz o que achei melhor. São jogos diferentes. Famalicão é um momento. Com o Estrela foram momentos individuais. Com o Arouca estávamos com 10. A falta de energia são sensações. Vejo e reafirmo que a equipa não está no mesmo patamar. Às vezes não é por quererem. É porque o corpo não repsonde. A falta de maturidade nesses momentos em que temos menos energia falta-nos maturidade para quebrarmos isso, esse excesso de passes falhados. Temos que respirar. Não é nenhuma justificação. A culpa é sempre aqui dot reinador. Podemos fazer melhor. O nosso propósito é ganhar e tirar rendimento».

«Guarda-redes? Opção técnica. Amanhã têm que ver quem joga. O Zeno não está para estes dois jogos e o Zalazar também não».

«Golos sofridos?. A crítica faz parte e existe desde o primeiro dia em que cheguei ao Sporting. Entendo-a e compreendo-a, desde que seja com respeito. Temos sofrido mais golos do que desejávamos. É um conhecimento mútuo e estamos em busca de sermos melhores. O facto de estarmos mais vezes expostos a momentos de transição… é algo em que temos que crescer. Tentamos melhorar e diminuir esse aspeto. Sabemos isso. Está identificado».

«Flávio Gonçalves? O Flávio não perdeu nada em termos técnicos nem de empenho no trabalho. A sua ausência do onze deveu-se exclusivamente à estratégia dos últimos jogos. O Flávio é um jogador criativo, um ’10’ ofensivo. Nesses jogos, a exigência tática pedia um perfil com características mais puras de meio-campo para garantir equilíbrio defensivo. Continuamos a acreditar muito nele e será opção conforme a estratégia de cada jogo».

Manuel Nascimento

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