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Exclusivo BnR confirmado: Tiago Zorro é o novo treinador do Belenenses

Diogo Ribeiro · 1 min

Tiago Zorro Belenenses
Foto: CF Os Belenenses

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O Belenenses confirmou a contratação de Tiago Zorro. Treinador rende João Nuno no comando técnico do conjunto da Liga 3.

Tal como o Bola na Rede adiantou em primeira mão, Tiago Zorro é o novo treinador do Belenenses. O treinador de 44 anos regressa a Portugal, depois de uma passagem no futebol brasileiro, para ocupar a vaga deixada livre com a saída de João Nuno para o Estrela da Amadora.

«Com 44 anos e vasta experiência nacional e internacional, Tiago Zorro conta no seu sólido percurso profissional, entre outras conquistas, com o título do Campeonato de Portugal 2022/2023», destaca o Belenenses num comunicado onde anuncia que o treinador orientará o primeiro treino no clube esta terça-feira.

Depois de Alverca, Casa Pia, Sintrense e Atlético CP, Tiago Zorro soma uma nova experiência na carreira. O Belenenses ocupa, com cinco jogos feitos, o segundo lugar da Série B da Liga 3 com 10 pontos.

Diogo Ribeiro

Redação Bola na Rede · ver artigos

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Opinião

Quando a bancada tenta jogar: uma reflexão de João Carlos Gameiro, coordenador técnico da Academica Sporting Aurélio Pereira

Passar uma manhã de sábado à beira de um campo de futebol devia ser um exercício simples: ver os miúdos crescerem. O desporto na infância é, ou devia ser, o espaço por excelência para aprender a falhar, a cair, a levantar-se e a decidir sozinho, em frações de segundo. No entanto, quem anda pelos campos de norte a sul do país, sabe que a realidade é outra. O ruído que vem de fora não é de incentivo, é um bombardeamento constante de ordens diretas: "Passa!", "Chuta!", "Dribla!". Esta obsessão cega pelo resultado imediato, disfarçada de apoio paternal, está a matar o que o jogo tem de mais sagrado: a autonomia de quem joga.  Na cabeça do pai que grita, aquela instrução é uma ajuda preciosa. Ele está genuinamente convencido disso. Mas quem está lá dentro percebe o bloqueio imediato que o berro provoca. O jogo é demasiado rápido. No instante em que o miúdo recebe a bola e tenta ler o espaço, se ouve a ordem do pai para mudar o que ia fazer, a jogada já morreu. O prejuízo imediato é a perda da bola, mas o verdadeiro estrago é o que fica para o futuro. Quando a solução vem sempre mastigada de fora, a criança deixa de pensar o jogo; passa apenas a executar ordens. 

João Carlos Gameiro · 4 min de leitura
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