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Francesco Farioli fez a análise ao triunfo do FC Porto frente ao Gil Vicente. O técnico respondeu à pergunta do Bola na Rede em conferência de imprensa.
Francesco Farioli analisou o triunfo do FC Porto frente ao Gil Vicente por 1-0, a contar para a 9.ª jornada da Primeira Liga. O Bola na Rede esteve presente no Estádio Cidade de Barcelos e teve a oportunidade de colocar uma questão ao técnico italiano.
Lê também a questão colocada a Luís Pinto, treinador do Gil Vicente.
Bola na Rede: O Gil Vicente procurou condicionar o FC Porto em bloco baixo em 5-4-1, ao baixar o Prioste para controlar Froholdt e também para manter bloco compacto em corredor central. Tendo também em conta que vários adversários começam a optar por não pressionar os centrais do Porto na primeira fase, pergunto-lhe como é que se equilibra a necessidade de manter distâncias curtas entre os jogadores sobretudo na 1 e a 2 fase, algo que o mister tanto valoriza, mas também a ter necessidade de esticar a equipa em largura para evitar que o Porto se torne previsível perante blocos baixos? E pergunto-lhe nesse sentido, se a equipa também não se tornou previsível em alguns momentos da primeira parte em organização ofensiva?
Francesco Farioli: Então, tens razão, são com certeza três momentos diferentes: a primeira fase, a segunda e a outra fase no meio campo adversário. Penso que na primeira parte, e claro, a dinâmica deles e o compromisso e sacrifício para cobrir e para mudar para a direita e para a esquerda, especialmente nos primeiros 20 minutos, foi um esforço fantástico da parte deles, e nós não fomos, digamos, tão eficientes a encontrar a progressão adequada quanto queríamos. Foi um jogo de paciência para tentar mover o bloco deles, e quando chegamos ao meio campo adversário, claro, temos de mudar a dinâmica, encontrar combinação no flanco, encontrar a combinação por dentro. E pelo quão bem eles defendem a sua área, creio que tivemos umas duas ou três entradas na primeira metade que foram de qualquer forma bastante positivas, um par de combinações com o André Silva, uma bola nas costas para o André, e outras duas bolas que, digamos, por poucos centímetros não encontrámos o Gabri no meio da área. Portanto, nós sabíamos as dificuldades quando jogamos contra uma equipa que a um dado momento defende tão bem no bloco baixo, e depois, claro, vai com a dinâmica, com momentos de um contra um, e a velocidade certa e o timing certo para encontrar a combinação. Portanto, foi um jogo complicado porque é uma equipa que pressiona de maneira diferente quando estão em bloco alto, mudam quando estão em bloco médio, e mudaram duas vezes de um 5-3-2 para um 5-4-1 quando estavam a defender perto da área. Portanto, como disse, é um jogo complicado contra um oponente complicado, e os resultados, claro, têm também um gosto diferente, graças ao trabalho do nosso oponente.









