
Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google
Luís Pinto fez a análise ao desaire do Gil Vicente frente ao FC Porto. O técnico respondeu à pergunta do Bola na Rede em conferência de imprensa.
Luís Pinto analisou a derrota do Gil Vicente diante do FC Porto por 1-0, a contar para a 9.ª jornada da Primeira Liga. O Bola na Rede esteve presente no Estádio Cidade de Barcelos e teve a oportunidade de colocar uma questão ao técnico gilista.
Lê também a questão colocada a Francesco Farioli, treinador do FC Porto.
Bola na Rede: O Gil Vicente tem sido uma das equipas da Primeira Liga que mais variabilidade apresenta na 1ª fase de construção. Numa das saídas, a utilizar também o Lucão, vimos os centrais abrirem para colocar os laterais, sobretudo o Esgaio, numa segunda linha, e muitas vezes até a ser uma espécie de médio. Pergunto-lhe de que forma este posicionamento poderia ajudar a equipa a superar a primeira pressão e a encontrar espaços para progredir? Por outro lado, vimos Prioste baixar para a linha de cinco no momento defensivo. De que forma este ajuste permitiu controlar Froholdt, tanto nas suas chegadas à área como quando caía para o corredor direito, e que articulação exigia com o David Moreira?
Luís Pinto: Quanto à primeira questão, nós podíamos e queríamos ter explorado um dos nossos laterais, dependendo do lado para o qual o Porto fizesse a pressão mais alta. Queríamos utilizar um dos nossos laterais como segundo médio, pois sentíamos que precisávamos de retirar referências de pressão e aumentar o espaço dentro da estrutura do Porto. Depois, em alguns momentos, podíamos ter trazido também os nossos extremos para procurar esse mesmo espaço, porque o Walace e o Santi García estavam a tentar esticar mais os centrais do Porto e o médio defensivo. Podíamos, assim, ter procurado mais esse espaço interior em determinados momentos. Não o fizemos também um pouco devido às características dos jogadores, porque queríamos ter o Joelson disponível para, dependendo do lado pelo qual eles nos pressionassem, termos jogadores capazes de sair rapidamente para a frente. Acabámos por não conseguir explorar tantas vezes esse espaço através do extremo como gostaríamos. Quanto à questão do Prioste, o Porto, no último terço, por norma, coloca sempre o Froholdt dentro da área. Sentimos que era melhor controlar a linha de cinco e alargar a largura da nossa linha com o nosso médio a entrar, em vez de o fazermos com o extremo, como fazemos por vezes. Fomos quase perfeitos. No entanto, no lance do golo, houve ali uma dinâmica diferente: o David baixou com a referência dele, o Froholdt abriu no corredor e faltou-nos trocar essa marcação, o que deu espaço e tempo para cruzar. Não foram assim tantas as vezes. Salvo erro, lembro-me da bola do Borja Sainz, aos cinco minutos, que resulta num cruzamento do lado direito e numa defesa do Lucão. Depois, não me lembro de muitas mais oportunidades que o Porto tenha tido. Por isso, defensivamente, acho que fomos muito completos. Ofensivamente, podíamos ter sido um bocadinho mais capazes, e gostava que tivéssemos sido. Mas, a nível de intensidade e de internacionalidade do nosso jogo, mesmo quando ficámos a jogar com dez, quisemos sempre ir para a frente, quisemos procurar outro resultado. E isso deixa-me um orgulho imenso: termos tido a capacidade de o fazer.









