
Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google
Gonçalo Nunes e Raquel Ferreira fizeram a antevisão do jogo Torreense x Sparta de Praga a contar para a Europa Cup. O treinador e jogadora responderam a duas perguntas do Bola na Rede em conferência de imprensa.
O Torreense defronta, esta quinta-feira, o Sparta de Praga numa partida a contar para os oitavos de final da Europa Cup. O treinador e a jogadora analisaram o adversário e explicaram o que vai ser necessário fazer para vencer este jogo.
Bola na Rede: É a estreia do Torreense na competição e alcançou agora os oitavos de final depois de quatros jogos com três vitorias bastantes expressivas. O Sparta de Praga é uma equipa com mais experiência na competição e marcou 4 golos nos dois jogos que disputou. Gostaria de perguntar se o Mister acredita que a batalha no meio-campo poderá ser um fator determinante para o desfecho do encontro?
Gonçalo Nunes: Eu acredito que todas as batalhas do jogo vão ser importantes. Acima de tudo queremos eliminar algumas daquelas que são as capacidades mais prementes e mais fortes desta equipa adversária. Claramente sabemos que é uma equipa muito forte nas transições ofensivas, nos ataque rápidos. É uma equipa que gosta de espaço de verticalidade, portanto, o primeiro objetivo passa logo por evitar que ao máximo que essas transições sejam ligadas e portanto vamos querer ser agressivos sem bola logo a partir do primeiro momento de construção. É uma equipa que gosta de jogar e gosta de construir. Aliás, mais agora, replicado isso com a mudança técnica, onde agora têm uma treinadora holandesa. Claramente uma escola que também gosta de ter um jogo muito fundamentado e muito ligado. Importante também controlarmos maioritariamente e vamos procurar também isso, sabendo que será difícil mas queremos controlar ritmos e controlar a bola, portanto é importante para nós termos muita segurança e termos muito qualidade nos momentos de escolha e da forma como vamos aos ataques e como vamos, no fundo, criar as oportunidades para, lá está, retirar a uma equipa que é forte neste momento, aliás, também por essa razão terem muitos golos marcados, retirar a essa equipa esse número e o volume que tem conseguido ter em montes de jogos, principalmente naquilo que é o domínio interno, retirar-lhes esse quadrante e depois conseguirmos nós controlar um bocadinho esses tempos de jogo. Acho que isso é o fundamental. Claro que passará pelo meio campo mas passará por outros setores. Passará por no momento sem bola, logo a partir da nossa linha ofensiva sermos .,… inteligentes como aproximamos, como condicionamos e como roubamos ou intercetamos. Vai ser fundamental depois quando o jogo é ganho a partir de primeiras, segundas bolas no meio campo, é importante que no meio campo sejamos inteligentes nas decisões de quando é para iniciarmos ataque ou quando é para mantermos posse e para baixarmos um bocadinho ritmo e iniciarmos uma construção mais segura e apoiada e depois claramente aquilo que é, se calhar uma da nossas características e eu penso também dos nossos pontos de qualidade, que é a forma como nós construímos a partir de trás e a partir das nossas centrais. Essa ligação e essa construção. Temos a capacidade de o fazer e do fundo gerirmos também, chamando em alguns momentos o adversário para conseguirmos ou no espaço entre linhas ou no espaço por trás conseguimos também ter momentos de mudarmos um bocadinho e de sermos versáteis com habitualmente o somos para podermos atacar baliza, que é o objetivo.
Bola na Rede: Pegando um pouco na experiência de que falou à pouco, gostaria de perguntar como a experiência internacional por seleção e clube lhe permite, enquanto média, ter a capacidade para gerir melhor os tempos e ritmos do jogo como também a importância de conseguir manter a posse de bola perante este adversário.
Raquel Ferreira: Eu acho que o contexto internacional dá-nos uma experiência que só quando lá estás é que consegues perceber a diferença de jogares internacionalmente ou nacionalmente. Acho que temos que ser muito mais maduras e mais focadas em todos os momentos do jogo. Tanto que nos últimos dois jogos que fizemos na Liga Europa os golos que sofremos foi porque desligamos um pouco e foi suficiente para elas conseguirem nos ferir e fazer golo. Temos de estar atentas aos posicionamentos das adversárias, do género, se estão muito expostas, claro que vamos para a transição mas se vimos que não há vantagem numérica talvez seja mais benéfico para nós, principalmente nós que gostamos muito de ter a bola, guardar e jogar com as nossas centrais e chamar de novo a equipa e ai ver como é que elas nos pressionam e acho que essa experiência que nós temos vindo a ter é bastante importante.











