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Gonçalo Ramos refletiu sobre os primeiros meses sob o comando de Ruben Amorim e destacou o trabalho de Jorge Jesus na Seleção Nacional
Depois da transferência para o AC Milan no verão, Gonçalo Ramos enfrenta uma nova etapa na carreira, lidando agora com novos treinadores, tanto no clube como na Seleção Nacional. Em entrevista ao Canal 11, na qual abriu a porta a um regresso ao Benfica, o internacional português começou por abordar a saída do PSG, revelando uma conversa com Ruben Amorim:
«Queria sair do PSG em janeiro, mas é mais complicado. Não era a melhor opção para mim, mas já estava numa altura em que só queria sair. O clube disse logo que não. Mas o Luís Campos garantiu-me que me iriam deixar sair no verão. Estava no mundial e de um momento para o outro surgiu o interesse do Milan. O Ruben ligou-me. Quem nos mete a jogar é o treinador e já tinha ali, primeiro que tudo, o míster que me quer. Depois o Jorge Mendes disse-me que estava feito o negócio. (Ruben Amorim) Ligou-me, disse que queria um ponta de lança e que eu era a escolha dele. Que íamos fazer coisas bonitas juntos e que me ia divertir. Disse-lhe obrigado por acreditar em mim. Não dependia só de mim. Eles tinham de pagar um camião de dinheiro».
De seguida, o avançado afirmou que não foi fácil deixar o PSG:
«Custou-me sair do PSG, porque o grupo era muito bom. Havia os três portugueses com quem eu passava a vida toda. Sabiam que eu queria sair e, na brincadeira, diziam para eu ficar só pela resenha. Tínhamos vários momentos que são demasiado bons de encontrar nesta vida em que andamos».
Gonçalo Ramos deixou ainda elogios a Jorge Jesus, referindo que as exigências do novo selecionador encaixam com as suas características:
«Já estávamos a precisar de um bocadinho da exigência que o mister Jorge Jesus traz, que é única. A grande maioria já o conhecia. Consegue passar as ideias e causar impacto em pouco tempo. Consegue chegar até nós. Duras? É sempre. Uma vez saiu um rumor no jornal, que o Bayern estava interessado em mim. Tivemos daqueles jogos fora de Liga Europa. Cheguei ao treino de luvas, gola e camisola térmica. Vira-se para mim e diz: ‘Queres ir assim jogar para o Bayern? Assim ficas no Benfica’. O que tem de dizer, diz».
Voltando a Ruben Amorim, o avançado afirmou:
«Os meus colegas de Seleção que trabalhavam com ele só me diziam coisas boas. Quando assinei disseram-me que iria adorar. E confirma-se. Estou a gostar. É totalmente diferente. Aqui jogo como um 9. Faço mesmo trabalho de 9, no PSG fazia tarefas que não são as minhas melhores. Aqui já as faço».
Por fim, Gonçalo Ramos revelou uma conversa com Luka Modric após o Portugal x Croácia no Mundial:
«Quando jogámos contra a Croácia, eu já tinha assinado.. E eu perguntei-lhe se ele ia ficar.. Ele disse que ainda não sabia. Mas falámos um pouco. Joga muito”, anotou, tendo ainda elogiado a personalidade do colega: “Quase não se dá por ele. Mas quando é para brincar, alinha. Damo-nos muito bem. Estamos lado a lado no balneário»
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