Hwang Inbeom falou sobre a crise da seleção da Coreia do Sul, provocada pela desapontante campanha no Mundial 2026.
Hwang Inbeom, médio sul-coreano do FC Porto, falou aos jornalistas após o terceiro jogo da pausa internacional. A Coreia do Sul não foi além de um empate sem golos diante da Venezuela, onde Hwang Inbeom jogou 80 minutos. O médio não escondeu a necessidade de mudança:
«Há muitas coisas que precisam de mudar. Estou na seleção há cerca de nove anos e, desde essa altura, há vários aspetos que deveriam ter sido alterados, mas isso não parece estar a acontecer. Custa muito. Custa o corpo e a mente… Queria mesmo que o futebol da Coreia do Sul evoluísse de forma positiva, mas sinto uma grande responsabilidade ao ver que isso não está a ser conseguido».
Após a campanha desapontante no Mundial 2026, o presidente da Associação de Futebol da Coreia, Chong Mong-gyu, renunciou ao cargo, deixando o seu vice, Lee Yong-soo, na liderança. A mudança no topo do futebol sul-coreano ocorreu dias depois do despedimento treinador Hong Myung-bu, após forte pressão nacional. Inbeom Hwang admitiu que existe falta de liderança:
«Para começar, não há quem nos ajude. Não há ninguém ao nosso lado. De momento, não temos presidente e o selecionador [Robert Moreno] veio com estatuto de interino, pelo que ninguém sabe o que vai acontecer no futuro. Do ponto de vista dos jogadores, a situação não é nada fácil. Há muitas dúvidas sobre quem poderá dar essa ajuda. Existem problemas evidentes a acontecer, mas ninguém assume a liderança nem há ninguém disponível para dar a cara. Penso muito em como poderíamos ser ajudados para além do que fazemos no relvado, mas ainda não encontrei resposta. Sei que estas minhas palavras vão gerar comentários, mas a verdade é que isto é muito frustrante»
Hwang Inbeom abordou ainda a sua ausência das duas primeiras partidas da pausa, a vitória por 3-0 frente ao Equador e a derrota por 4-1 frente ao Uruguai, causadas por um desconforto físico do médio portista:
«Não foi uma lesão, mas senti algum desconforto. Não foi uma situação fácil durante a partida, mas, ao nível muscular, aguentei melhor do que esperava e consegui correr mais do que previa. Falta-nos um jogo e temos de nos preparar bem para mostrar uma boa imagem coletiva»

