Publicidade

José Mourinho assume nova estratégia e aparece com fotografias de lances polémicos na mão: «Podíamos ter poupado a conferência de imprensa porque o resumo do jogo está aqui»

Diogo Ribeiro · 3 min

José Mourinho
Foto: Diario AS

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

José Mourinho não poupou nas críticas à arbitragem do Atlético Madrid x Real Madrid. Treinador apareceu com fotografias em conferência de imprensa.

Dois lances na primeira parte marcaram o Atlético Madrid x Real Madrid, que terminou 2-1, e motivaram críticas merengues à arbitragem, num jogo e numa atuação dos árbitros que está a marcar a ordem do dia em Espanha. Depois das críticas na flash interview, José Mourinho inovou e, em conferência de imprensa, levou mesmo as fotografias dos lances polémicos.

«Podíamos ter poupado a conferência de imprensa porque o resumo do jogo está aqui (mostra as fotografias, em papel, das entradas de Baena e Kang-in Lee). São dois cartões vermelhos evidentes. As dificuldades que tivemos depois, com onze contra dez, podemos imaginar como seria jogar 50 minutos com onze contra nove. E, por isso, tenho de me limitar a abraçar os meus jogadores, que deram tudo de si. Que fizeram uma primeira parte de grande classe e personalidade. E o jogo poderia perfeitamente ter sido ganho na segunda parte. E depois, quem tem de estar contente… obviamente a gente do Atlético, porque conquistou os pontos, mas quem tem de estar contente é a Comissão de Designação Arbitral, porque tudo isto foi muito estranho. A primeira coisa é que, uma semana antes do jogo, já se sabe quem é o árbitro, quando, segundo me dizem, isso só se sabe 24 horas antes. E uma semana antes já se sabia quem era o árbitro. Depois, colocam um árbitro que, aos 41 anos, não tem experiência internacional… bem, não será por ser um grande árbitro. Depois, o coitado veio até aqui e não conseguiu lidar com a pressão, que é uma pressão a que chamo de «pressão dos anos 80», que já se vê muito pouco nos dias de hoje», começou José Mourinho, que prosseguiu as críticas.

«E depois, o senhor Trujillo, que foi o VAR, que o chamou na primeira cartão vermelho e acho que não o chamou na segunda, que é ainda mais grave do que a primeira… Este senhor Trujillo tem um historial muito extenso como VAR nos jogos do Real Madrid. E, sem ir muito longe, na época passada, a Real Sociedad na Taça, o Osasuna, o Girona… É um… É um VAR com muita história e, se o pobre árbitro, bem, pode dizer-se que era alguém sem experiência nem dimensão para vir a um dérbi… para este senhor não há pressão. Porque ali, em Las Rozas, não há pressão. Ou há pressão e nós não sabemos. Mas… gostaria muito de sair daqui… obviamente com a vitória, mas, caso percamos, gostaria muito de sair daqui sem ter de falar. Já estou aqui há três meses e acho que vocês já perceberam que não sou muito de falar sobre estes assuntos. Mas… dois cartões vermelhos contra o Elche… mas depois ganhámos. Dois cartões vermelhos hoje… (suspira), já é um pouco mais difícil. Já só esta combinação: um árbitro, um pobre árbitro que só apitou jogos de pouca importância, e o senhor VAR, que tem um grande historial, bem… parabéns à Comissão de Designação Arbitral», criticou ainda o treinador português.

Recorda as palavras de José Mourinho em flash interview após o jogo.

Eis o momento em questão:

Diogo Ribeiro

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Benfica

2 anjos e 2 diabos convertidos | Benfica

O mundo não é transparente, preto e branco ou qualquer outra singularidade imutável. Como diria Bruno Nogueira no Último a Sair, "O mundo é bué cenas". E, fazendo uso da expressão, é a evolução, a mutação e o desenvolvimento dessas cenas o motor para a passagem dos dias não ser apenas isso. A sucessão de acontecimentos do Benfica funciona desta maneira. Nos últimos anos, sucederam-se treinadores, mudanças estruturais e conjunturais e mercados de transferência que, na sua sequência, levaram a que, ao dia de hoje, Andreas Schjelerup e Gianluca Prestianni sejam os grandes dínamos do futebol encarnado. Quando foram contratados, o norueguês em janeiro de 2023, o argentino um ano depois, não era propriamente surpreendente vislumbrar na dupla criativa o futuro das águias. Os meses - mesmo anos - seguintes deixaram algumas dúvidas e hesitações sobre o assunto, quase sempre mais pertinentes pela qualidade da aposta do que pela qualidade dos intérpretes, mas 2026 tem ajudado nos esclarecimentos. Já não é só o futuro que passa pela dupla criativa. O presente também o é. 

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.