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Michael Carrick fez a antevisão à partida da 8.ª jornada da Premier League, frente ao Bournemouth, após a pesada derrota diante do Como.
Michael Carrick, no início da tarde desta sexta-feira, falou aos jornalistas na antevisão à partida diante do Bournemouth, a contar para a oitava jornada da Premier League. O treinador inglês atravessa um momento de grande pressão, na sequência de sete jogos sem vencer, o último deles uma goleada sofrida na casa do Como, na última terça-feira. Antes de responder às perguntas, Michael Carrick começou com um monólogo sobre o momento atual:
«Não temos estado bem. Aceito totalmente. Tivemos cinco meses de relativo sucesso numa altura em que estava feliz com muitas coisas que fazíamos enquanto equipa. Recentemente não fizemos o suficiente. Atravessamos um momento que não nos deixa satisfeitos. Como foi uma má noite. Doeu, foi inaceitável. Os adeptos que fizeram um esforço e gastaram o dinheiro para nos ver e acabaram a ver aquele jogo é um momento difícil. O meu trabalho é colocar a equipa em campo que representa os adeptos e que os deixas orgulhosos da identidade que mostramos».
O inglês admitiu conversas com a liderança do clube:
«Falámos, há sempre conversas. É óbvio como nos sentimos todos. A minha responsabilidade é liderar a forma como nos comportamos em campo. Segurarei o guarda-chuva para que todos fiquem secos e eu molhado. Discussões difíceis estão a acontecer para deixar os jogadores organizados e preparados para uma boa performance no domingo».
Visivelmente abatido pelo momento, Michael Carrick alegou usar a dor como motivação para alterar o rumo dos acontecimentos:
«Dói bastante mas não me para. A dor é usada como motivação e inspiração para querer mais e trabalhar mais e para nos levar a uma direção diferente. Parece um longo caminho mas não leva muita para virar para o outro lado e nós somos mais do que capazes de o fazer. Nós iremos, nós vamos ganhar jogos de futebol».
Relativamente a Bruno Fernandes, o treinador comentou o assalto efetuado à casa do médio, durante a partida da terça-feira:
«É uma coisa horrível de saber e passar, nós estamos a fazer muito para ajudar o Bruno e a família. Felizmente, não foram diretamente afetados, ainda que seja uma situação péssima. Estamos a fazer tudo para o apoiar».
Ainda sobre Bruno Fernandes, bastante criticado pela imprensa após as críticas ao treinador na ressaca da derrota frente ao Como, Michael Carrick fugiu a uma resposta clara:
«A coisa mais importante para mim é a equipa e a dinâmica do plantel. É sobre o clube. Qualquer que seja a situação sempre farei o que for melhor para este clube».











