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Oficial: Hugo Oliveira deixa o Famalicão e assume o comando do Estrasburgo

Dinis Jacob · 1 min

Hugo Oliveira, Estrasburgo
Foto: Estrasburgo

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Este sábado, o Estrasburgo anunciou a contratação de Hugo Oliveira. Treinador português deixou o Famalicão ao fim de duas temporadas.

Hugo Oliveira foi anunciado como o novo treinador do Estrasburgo. O técnico português de 47 anos prepara-se para iniciar a sua primeira experiência no comando de uma equipa fora de Portugal, depois de dois anos na liderança do Famalicão.

Depois de uma primeira fase carreira como treinador de guarda-redes em clubes como o Benfica, Everton e Fulham, Hugo Oliveira teve primeira oportunidade como treinador principal no clube minhoto, acabando por superar todas as expectativas com um quinto lugar histórico na Primeira Liga em 2025/26.

Em entrevista aos meios do clube, Hugo Oliveira prestou as primeiras declarações como técnico do Estrasburgo:

«É uma honra estar aqui em Estrasburgo e fazer parte de um projeto tão bonito, onde a história e a ambição se combinam na perfeição. Quero proporcionar emoções, criar memórias e dar o meu melhor para ajudar o clube a continuar a crescer. Vamos lá!!».

Dinis Jacob

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Opinião

Quando a bancada tenta jogar: uma reflexão de João Carlos Gameiro, coordenador técnico da Academica Sporting Aurélio Pereira

Passar uma manhã de sábado à beira de um campo de futebol devia ser um exercício simples: ver os miúdos crescerem. O desporto na infância é, ou devia ser, o espaço por excelência para aprender a falhar, a cair, a levantar-se e a decidir sozinho, em frações de segundo. No entanto, quem anda pelos campos de norte a sul do país, sabe que a realidade é outra. O ruído que vem de fora não é de incentivo, é um bombardeamento constante de ordens diretas: "Passa!", "Chuta!", "Dribla!". Esta obsessão cega pelo resultado imediato, disfarçada de apoio paternal, está a matar o que o jogo tem de mais sagrado: a autonomia de quem joga.  Na cabeça do pai que grita, aquela instrução é uma ajuda preciosa. Ele está genuinamente convencido disso. Mas quem está lá dentro percebe o bloqueio imediato que o berro provoca. O jogo é demasiado rápido. No instante em que o miúdo recebe a bola e tenta ler o espaço, se ouve a ordem do pai para mudar o que ia fazer, a jogada já morreu. O prejuízo imediato é a perda da bola, mas o verdadeiro estrago é o que fica para o futuro. Quando a solução vem sempre mastigada de fora, a criança deixa de pensar o jogo; passa apenas a executar ordens. 

João Carlos Gameiro · 4 min de leitura
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