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Os motivos caricatos da saída de Armando Evangelista do Goiás

Diogo Lagos Reis · 2 min

Armando Evangelista
Foto: Goiás

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Armando Evangelista já não é treinador do Goiás EC. Fica a saber os motivos que levaram à saída do técnico português.

Armando Evangelista abandonou esta terça-feira o cargo de treinador do Goiás, atual 18.º do Brasileirão. O Bola na Rede sabe que o técnico português não foi demitido, mas sim foi o próprio a sair.

De acordo com as nossas informações, Armando Evangelista chocou com a direção do Goiás, que tem dois presidentes (Paulo Rogério e Edminho). Paulo Rogério quis interferir na escolha da equipa e impedir a utilização de Alesson (jogador do Goiás). Armando Evangelista não aceitou e houve discordância com o presidente, o que foi a gota de águia para o técnico português.

Neste momento, o Goiás não vive um bom momento, pois está na zona de despromoção (18.º lugar) do campeonato brasileiro com 35 pontos.

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Diogo Lagos Reis

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Opinião

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Passar uma manhã de sábado à beira de um campo de futebol devia ser um exercício simples: ver os miúdos crescerem. O desporto na infância é, ou devia ser, o espaço por excelência para aprender a falhar, a cair, a levantar-se e a decidir sozinho, em frações de segundo. No entanto, quem anda pelos campos de norte a sul do país, sabe que a realidade é outra. O ruído que vem de fora não é de incentivo, é um bombardeamento constante de ordens diretas: "Passa!", "Chuta!", "Dribla!". Esta obsessão cega pelo resultado imediato, disfarçada de apoio paternal, está a matar o que o jogo tem de mais sagrado: a autonomia de quem joga.  Na cabeça do pai que grita, aquela instrução é uma ajuda preciosa. Ele está genuinamente convencido disso. Mas quem está lá dentro percebe o bloqueio imediato que o berro provoca. O jogo é demasiado rápido. No instante em que o miúdo recebe a bola e tenta ler o espaço, se ouve a ordem do pai para mudar o que ia fazer, a jogada já morreu. O prejuízo imediato é a perda da bola, mas o verdadeiro estrago é o que fica para o futuro. Quando a solução vem sempre mastigada de fora, a criança deixa de pensar o jogo; passa apenas a executar ordens. 

João Carlos Gameiro · 4 min de leitura
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