Pedro Proença foi à zona mista depois da Supertaça. Presidente da FPF falou na polémica dos áudios em que está envolvido.
Pedro Proença, presidente da FPF, marcou presença na zona mista depois da Supertaça, ganha pelo FC Porto diante do Torrrense por 1-0. O dirigente lançou a nova temporada e não foi capaz de evitar as perguntas incómodas, depois da polémica onde está envolvido.
«Iniciámos hoje a nova temporada, numa grande festa entre equipas que representam comunidades e em que o talento dos jogadores são os verdadeiros intervenientes do futebol que interessam. Temos uma época preparada, serão dez meses muito intensos, em que os grandes interesses desportivos estarão sempre à frente de tudo isto. Um futebol português com grandes desafios», começou Pedro Proença antes da conversa ficar voltada para a polémica onde está envolvido.
«Já fiz um comunicado relativamente ao que aconteceu na semana passada. Mas aproveito a oportunidade para deixar duas ou três coisas que me parecem importantes. Em momento nenhum, opiniões do cidadão Pedro Proença ditas num determinado momento e circunstância se podem confundir com o papel atual e opiniões formais do presidente da FPF. Manipulações, conversas truncadas, retiradas, associadas a alguém, direi que são atos quase de covardia e absolutamente ilegais. Não permitirei em momento nenhum que seja posta em causa a dignidade do cidadão Pedro Proença. São as notas que quero deixar. Ainda ontem, foi clara a conversa que foi tida com os árbitros e a vontade e visão que a FPF tem no investimento das boas condições para os árbitros para termos uma grande época. Queremos criar condições para ter uma época muito boa. A função da FPF é criar condições para termos melhores performances, melhores árbitros e que a competição seja mais saudável e que seja defendida a integridade. Da parte da Federação, tudo faremos para que isso aconteça», destacou o presidente da FPF.
Pedro Proença foi ainda questionado sobre as críticas aos árbitros, bem audíveis nos leaks das suas conversas e falou ainda do processo que envolve Luciano Gonçalves.
«Eu não vou comentar, teria de ver toda a conversa. Não sei se a conversa é associada a uma pessoa que não sou eu ou se é dita fora de um contexto dissociado. A opinião de um cidadão fora de um contexto, nada tem que ver com a posição institucional do presidente da FPF, que tem uma função muito importante, que é criar estabilidade», destacou Pedro Proença.
«O Conselho de Arbitragem tem autonomia, foi eleito de forma autónoma. Foi o próprio Conselho que tomou uma decisão independente. No âmbito desportivo, tudo estará sanado. O que a FPF quer é que todos tenham as condições para ter uma época boa e uma grande tranquilidade e tudo faremos para que isso seja uma realidade. O futebol português tem grandes desafios, um deles a organização do Campeonato do Mundo. Possibilidade de ser arguido? Não falo de cenários. Nada tenho a dizer sobre isso, acreditamos muito na independência de todos os órgãos. A decisão foi uma decisão que fez o arquivamento dos factos, o Conselho de Arbitragem tem todas as condições para a sua atividade», concluiu o dirigente.
Recorde-se que, no seguimento do leak, houve diversas entidades e organizações a reagir, entre as quais a Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF). No seguimento da polémica, Pedro Proença convocou José Borges, presidente da APAF, para uma reunião, bem como os árbitros nacionais que rejeitaram a sua presença.
Só mais tarde, e a título individual, surgiu uma primeira reação de Pedro Proença. Em nome próprio, o antigo árbitro e agora dirigente máximo da FPF reagiu e enquadrou as polémicas.

