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Pedro Soares Gonçalves é o novo treinador do FAR Rabat

Diogo Moita · 1 min

Pedro Soares Gonçalves Angola
Foto: Federação Angolana de Futebol

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FAR Rabat anunciou Pedro Soares Gonçalves como novo treinador. O técnico português assinou um contrato válido por duas temporadas do clube marroquino.

Pedro Soares Gonçalves foi oficializado como novo treinador do FAR Rabat, de Marrocos. O técnico português assina um contrato até 2028 com o clube.

O técnico português começou a sua carreira na formação do Cova da Piedade e depois foi para a formação do Sporting, depois passou para a formação do 1.º Agosto, em Angola. Ainda no país africano, comandou as seleções Sub-17 e Sub-20 de Angola e mais tarde o Young Africans, onde, mesmo tendo saído antes do final da temporada, acabou por se sagrar campeão nacional e conquistar a Mapinduzi Cup.

O treinador de 50 anos assina, neste momento, por um clube histórico do continente africano, que conta com uma Liga dos Campeões Africana, 13 campeonatos marroquinos e 12 taças do país africano. Para além da grande dimensão do clube, Marrocos é um dos países que está a investir fortemente no futebol.

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Diogo Moita

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Opinião

Quando a bancada tenta jogar: uma reflexão de João Carlos Gameiro, coordenador técnico da Academica Sporting Aurélio Pereira

Passar uma manhã de sábado à beira de um campo de futebol devia ser um exercício simples: ver os miúdos crescerem. O desporto na infância é, ou devia ser, o espaço por excelência para aprender a falhar, a cair, a levantar-se e a decidir sozinho, em frações de segundo. No entanto, quem anda pelos campos de norte a sul do país, sabe que a realidade é outra. O ruído que vem de fora não é de incentivo, é um bombardeamento constante de ordens diretas: "Passa!", "Chuta!", "Dribla!". Esta obsessão cega pelo resultado imediato, disfarçada de apoio paternal, está a matar o que o jogo tem de mais sagrado: a autonomia de quem joga.  Na cabeça do pai que grita, aquela instrução é uma ajuda preciosa. Ele está genuinamente convencido disso. Mas quem está lá dentro percebe o bloqueio imediato que o berro provoca. O jogo é demasiado rápido. No instante em que o miúdo recebe a bola e tenta ler o espaço, se ouve a ordem do pai para mudar o que ia fazer, a jogada já morreu. O prejuízo imediato é a perda da bola, mas o verdadeiro estrago é o que fica para o futuro. Quando a solução vem sempre mastigada de fora, a criança deixa de pensar o jogo; passa apenas a executar ordens. 

João Carlos Gameiro · 4 min de leitura
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