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Presidente da APAF revela impacto da comunicação social no árbitro e confessa: «Para se chegar ao patamar onde chegou ao João Pinheiro é preciso um trabalho diário. Trabalha quase 24 horas por dia»

Diogo Ribeiro · 2 min

José Borges APAF
Foto: MDA Now

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José Borges, presidente da APAF, falou sobre os desafios da arbitragem e ds árbitros. Declarações durante o Portuga Football Summit.

José Borges, presidente da APAF (Associação Profissional de Árbitros de Futebol), falou do estado atual e do futuro da arbitragem. As declarações foram prestadas numa conferência durante o Portugal Football Summit de discussão sobre a arbitragem moderna e a sua sustentabilidade.

«Para se chegar ao patamar onde chegou ao João Pinheiro é preciso um trabalho diário. Trabalha quase 24 horas por dia. Quando atingem este patamar, trabalham muito e têm de conciliar com a vida profissional e pessoal. Têm excelentes pessoas que os acompanham para atingir estes objetivos».

«Pressão mediática? O árbitro está preparado. O maior desafio é dentro de campo. A nomeação não é um fator preocupante. É bom que saiba de antecedência para preparar convenientemente o jogo. Os clubes e agentes têm de respeitar e confiante. Nós confiamos nas decisões dos treinadores, nos dirigentes quando contratam. Os árbitros precisam dessa tranquilidade, que os deixem preparar o jogo e trabalhar descansados».

José Borges, presidente da APAF, destacou ainda os desafios da comunicação dos árbitros, quer com o público, quer para com a comunicação social.

«Comunicação com o público? Os árbitros estão sempre preparados. Reconhecem que cometem erros como qualquer interveniente do jogo. A explicação do erro ou não erro, da decisão, era benéfico. Era preciso que no exterior as pessoas aceitem que há regras. É perante estas que vai decidir».

«Comunicação social? Ferramenta importante para a figura do árbitro. Pode pôr um árbitro no topo ou derruba-lo. Injustamente. Temos excelentes profissionais. Temos árbitros assistentes de topo, também. É um papel importante. Passam mensagens e deveriam compreender mais o trabalho do árbitro para dar uma informação mais próxima à realidade».

Quanto aos próximos passos, o presidente da APAF destacou a necessidade da profissionalização e da preparação dos próximos passos.

«Temos árbitros a trabalhar em amadorismo apesar de se dedicarem exclusivamente à arbitragem. Queremos ter três equipas totalmente profissionais. Mais que pensar no futuro, temos de pensar no que queremos para o futuro. Temos de pensar nesses e olhar para baixo, para as camadas inferiores e preparar para que se vá subindo e criando condições aos árbitros. É preciso pensar que a carreira do árbitro quando termina possa ter uma projeção de vida».

O Bola na Rede está presente no Portugal Football Summit. O evento decorre na Cidade do Futebol entre os dias 23 e 25 de setembro de 2026.

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Diogo Ribeiro

Redação Bola na Rede · ver artigos