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Real Bétis apresenta queixa à UEFA por causa de «condições altamente perigosas» em Braga

Tiago Rebotim · 2 min

Bétis adeptos
Foto: Real Bétis

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O Real Bétis queixou-se à UEFA de uma má gestão do fluxo de adeptos visitantes no Estádio Municipal de Braga. O clube da casa já respondeu.

O Real Bétis anunciou, em comunicado, que apresentou queixa à UEFA sobre falhas de segurança para os seus adeptos que geraram «um ambiente perigoso de insegurança» no Estádio Municipal de Braga. As queixas são referentes ao empate frente ao Braga (1-1), em jogo a contar para os quartos de final da Europa League, da passada quarta-feira.

«A operação de segurança organizada pelo clube da casa e pela PSP foi claramente insuficiente para facilitar a entrada de mais de 1700 adeptos na zona de visitantes do estádio. Estas falhas criaram um ambiente perigoso de insegurança para os adeptos do Bétis e um grave prejuízo para um bom número deles, que entraram no estádio após o 25.º minuto», pode ler-se no site do clube espanhol.

«O cortejo organizado para transportar os adeptos desde o ponto de encontro até ao estádio não foi agendado pelas autoridades portuguesas com antecedência suficiente para permitir revistas ordenadas e facilitar a entrada dos fãs do Bétis, resultando em muita confusão», continua o texto do clube de Sevilha, que denunciou que a decisão de colocar os adeptos numa escadaria «pôs em risco a sua segurança».

O clube visitante comunicou este protesto aos delegados da UEFA no dia do jogo, que «confirmaram as deficiências do dispositivo de segurança e vão direcionar a queixa formalmente à UEFA e ao clube da casa».

Por fim, o Real Bétis admitiu que alguns adeptos tentaram entrar no estádio com objetos ilegais, o que contribuiu para o atraso dos procedimentos de segurança.

«O acesso desorganizado ao estádio foi piorado pelo comportamento lamentável de alguns fãs do Bétis, que tentaram entrar no estádio com pirotécnicos. (…) Este elemento não é desculpa para manter mais de 1700 pessoas por uma hora e meia em condições lamentáveis e altamente perigosas…», lê-se.

O Braga já respondeu a este incidente e esclareceu alguns pontos, nomeadamente o atraso da entrada dos adeptos visitantes.

«Nos primeiros controlos de segurança efetuados no local, foram detetados artefactos pirotécnicos, o que obviamente atrasou acessos e motivou revistas mais cuidadas (…). Paralelamente a isto, foram detetados vários bilhetes na posse de adeptos visitantes, comprados em plataformas digitais, que não correspondiam ao nome do portador. Alguns foram identificados, enquanto outros foram impedidos de entrar no recinto», escreveu o clube minhoto.

Tiago Rebotim

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