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Renato Paiva recordou a ligação entre João Félix e Gonçalo Ramos, que orientou nos sub-17 do Benfica, e analisou o atual momento da Seleção Nacional. O treinador português falou ainda sobre a realidade dos técnicos em Portugal.
Renato Paiva destacou a ligação entre João Félix e Gonçalo Ramos na Seleção Nacional e recordou o período em que treinou os dois jogadores nos sub-17 do Benfica. O técnico do Santos Laguna, do México, também analisou o momento de Portugal e deixou críticas à realidade dos treinadores no futebol português.
A parceria entre João Félix e Gonçalo Ramos não surpreende Renato Paiva, que trabalhou com os dois ainda jovens nos sub-17 do Benfica:
«Jogaram assim quando eu era treinador deles nos sub-17» , recordou o treinador, em declarações à agência Lusa.
O técnico explicou também a evolução de João Félix durante esse período. O internacional português chegou ao Benfica para jogar como extremo, mas Renato Paiva afirmou que percebeu rapidamente que poderia render mais noutra posição:
«O segredo do João Félix foi colocá-lo na verdadeira posição dele», explicou, lembrando que acabou por recuar para segundo avançado devido à capacidade para assistir e marcar.
Sobre Gonçalo Ramos, Renato Paiva destacou sobretudo a capacidade de movimentação do avançado:
«É muito letal na área, movimenta-se bastante e ajuda outros colegas a terem espaço para marcar», afirmou. Apesar dos elogios, considerou que o jogador do AC Milan ainda precisa de mais experiência.
Renato Paiva analisou ainda a evolução da Seleção Nacional desde a chegada de Jorge Jesus. O treinador considera que Portugal está mais organizado e que os jogadores estão a ser utilizados de acordo com as suas características:
«Portugal tem ideias claras, faz pressão alta e quer recuperar a bola. Vejo uma equipa mais organizada e os jogadores nas suas posições específicas», explicou o técnico português.
A conversa passou depois pela realidade dos treinadores em Portugal. Renato Paiva criticou a falta de continuidade nos projetos e considerou que muitos clubes mudam de técnico sem uma ideia clara.
«É raríssimo o projeto que tem um caminho claramente definido», afirmou.
Renato Paiva comparou ainda o início de época do Santos Laguna com aquilo que, na sua perspetiva, aconteceria caso estivesse a treinar em Portugal. O técnico português lembrou que a equipa mexicana atravessou uma fase complicada nos resultados, mas conseguiu reagir e somar três vitórias consecutivas:
«Se eu estivesse em Portugal já teria sido despedido. Não teríamos este crescimento na classificação com três vitórias seguidas, porque já tinha certamente sido despedido em função dos resultados anteriores».












