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Vasco Botelho da Costa e Luís Pinto realizaram a antevisão do duelo da oitava jornada da Primeira Liga, entre Moreirense e Gil Vicente.
Às 18h45 desta sexta-feira, a Primeira Liga regressa com o primeiro duelo da oitava jornada, entre Moreirense e Gil Vicente. Na conferência de antevisão da partida, Vasco Botelho da Costa começou por abordar o impacto da paragem internacional:
«Foi uma paragem bastante mais longa do que estamos habituados. Tivemos jogos treino, não é a mesma coisa que competir. Vamos um bocadinho à descoberta, digamos assim, mas vão todas as equipas, porque efetivamente a paragem foi muito longa. Agora, no nosso caso, acabou por ser uma paragem extremamente positiva, onde pudemos finalmente assentar um pouco, trabalhar coisas que nós sentimos que são necessárias para o crescimento e para a evolução da nossa equipa, que precisam de tempo, que precisam de detalhe, que precisam de repetição, mas que agora também precisam do jogo e da competição para nós compreendermos melhor o que é que foi e o que é que não foi tão bem assimilado. Aquilo que nós sentimos é que estamos ainda bastante longe de ser um produto acabado. Seguramente que estamos melhor agora do que estávamos depois do jogo com o Vitória, mas também queremos daqui a um mês estar melhor do que estamos hoje».
De seguida, o técnico do Moreirense acrecentou:
«No nosso caso, apenas tivemos dois internacionais, duas ausências, a paragem acabou por ser positiva para trabalhar. Também houve um momento em que acabamos por descansar um pouco e foi importante para nós porque nós tivemos um calendário muito congestionado fruto das primeiras jornadas. Não é fácil conseguir antever a resposta a nível físico. Vamos perceber até que ponto é que as equipas vão sair muito prejudicadas ou não».
Questionado sobre a exigência do encontro com o Gil Vicente, Vasco Botelho da Costa afirmou:
«É um jogo extremamente difícil. É um plantel com muita qualidade, julgo que também a pouco e pouco já vemos mais coisas que o Luís quer dar de cunho pessoal. Acho que numa fase inicial não houve grandes mudanças, a equipa trazia os pontos fortes em relação da temporada passada. Agora, é uma equipa mais versátil, uma equipa que pode fazer coisas diferentes do ponto de vista ofensivo, também um bocadinho à imagem do Luís. Nesse sentido vai-nos obrigar a estar preparados para diferentes cenários que possam acontecer no jogo. No entanto, jogamos em nossa casa e isso é sempre uma satisfação muito grande para nós. É uma oportunidade para mostrar aquilo que estivemos a trabalhar, mostrarmos que estamos mais próximos de ser a equipa que nós gostamos de ser, onde conseguimos mandar no jogo com bola em muitos momentos. Porque se trata de um adversário que gosta de ter bola, gosta de comandar o jogo e que tem qualidade, nos momentos em que nós tivermos que defender queremos ter capacidade para contrariar os bons jogadores e a organização ofensiva da equipa do Gil».
O treinador dos cónegos abordou também a lesão sofrida por Alexandre Parsemain ao serviço da seleção:
«Vai estar fora algum tempo, infelizmente são situações que acontecem. Não vai estar, em princípio, nos próximos jogos, mas o importante é aqueles que temos disponíveis. Acho que o mercado acabou por ser extremamente generoso para nós, temos o Vonic e o Yan. Felizmente, temos soluções».
Por fim, Vasco Botelho da Costa deixou um apelo sobre o agendamento da partida para as 18h45 de uma sexta-feira:
«Pois isso, fazem-me falar… Acho que há muita coisa que tem de ser repensada no futebol português. Faço, desde já, um apelo às nossas gentes para estarem presentes. A verdade é que eles têm demonstrado que estão sempre do nosso lado. Viveram um jogo difícil que foi penalizador, o jogo com o Arouca, que nós ainda hoje não nos esquecemos dele. A resposta que deram, sabendo que os jogos seguintes seriam jogos de extrema dificuldade, foi de estarem sempre presentes, tanto em casa como fora. Tive a oportunidade de destacar a moldura que nós sentimos por parte dos nossos adeptos no estádio do Vitória, que é um estádio onde não é fácil ter impacto. A verdade é que tiveram muito impacto, ouviram-se o jogo inteiro. Independentemente de ser um horário menos acessível, eu não tenho a mínima dúvida que eles vão estar presentes e que vão estar do nosso lado. Da nossa parte, vamos tentar fazer o possível para lhes dar uma alegria».
Em Barcelos, Luís Pinto começou por refletir sobre o calendário exigente do Gil Vicente, com quatro jogos em apenas 15 dias:
«É um ciclo interessante, um mês que nos permite jogar e estamos satisfeitos com isso, com tantos jogos pela frente que nos vai dar para abrir algumas portas. Vai permitir-nos treinar constantemente para competir, começando pelo Moreirense. Vamos a um campo desafiante frente a uma equipa bem treinada pelo Vasco (Botelho da Costa). Não começaram da forma que queria, mas têm agora uma imagem mais vincada das ideias do seu trenador. Vamos focar no essencial, porque é um mês de desafios e estamos entusiasmados».
Questionado também sobre o estado da equipa após a pausa internacional, o técnico gilista afirmou:
«Encontra-se bem, tivemos a oportunidade para trabalhar aspetos que achávamos mais importantes, tivemos muitos jogadores da formação a trabalhar connosco, tenham sido sub-23 ou sub-19. Faz parte da intenção e das ideias do Gil enquanto clube, sentimos vontade de voltar à competição».
Luís Pinto reforçou que o Gil Vicente entrará em campo à procura dos três pontos:
«É importante, porque é o próximo jogo. A nossa intenção é competir para vencer, portanto sempre que possamos vencer é positivo».
O técnico abordou também algumas correções feitas na equipa durante a paragem:
«Eu quero acreditar que sim, que aproveitámos esta paragem para corrigir alguns aspetos. Temos que crescer, porque estamos a fazer coisas boas dentro daquilo que é a nossa intenção e processo de jogo e percebemos a exigência de termos que traduzir isso em resultados, fazendo a diferença em campo. Os detalhes fazem o nosso dia a dia, nesta constante procura em melhorar. Temos que nos tornar mais forte para, amanhã, termos a capacidade de vencer».
Luís Pinto foi ainda questionado sobre o facto de ter sofrido três golos nos últimos 10 minutos dos últimos dois jogos, ao que respondeu:
«Pego um pouco no que disse, sabemos que há comportamentos que podemos e devemos tentar corrigir. Isso é factual, sofremos três golos a seguir aos 85′. Mas tal como quando tivemos a baliza a zeros, não é algo que peça efetivamente. Se pedisse, pedia sempre todos os jogos para não sofrer golos, acaba por ser um pouco essa questão. Temos que perceber os momentos do jogo e tentar crescer, temos uma base de jogadores a titulares que estão a jogar pela primeira vez na 1ª Liga. Tem os seus ‘quês’ de crescimento, precisamos de dar-lhes tempo para maturar, crescer e ficar com a equipa mais forte, tanto em jogo como no resultado».
Por fim, o técnico afastou possíveis ‘poupanças’ no jogo com o Moreirense e refletiu sobre o volume ofensivo do Gil Vicente:
«Não pensamos em poupanças, olhamos para este ciclo como algo interessante, é importante este jogo porque é o próximo. Os jogadores, estando aptos, têm que ter capacidade para render. Parte ofensiva? Posso parecer um disco riscado, mas queremos concretizar mais golos e é bom termos uma ou outra abordagem. O cérebro, se tiver bem, pode fluir de uma forma diferente, mas não fazemos disto o elefante na sala. Vai haver alturas em que vamos fazer golos com menos oportunidades, queremos é focar-nos nas vezes que chegamos à frente. O resultado, a seu tempo, acabará por chegar».












