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Vasco Seabra aborda a sua saída do Arouca e antevê encontro com o CD Nacional de Alexandre Santos: «Rio Ave é um projeto ambicioso»

João Correia · 4 min

Vasco Seabra
Foto: Rio Ave

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Vasco Seabra e Alexandre Santos fizeram a antevisão ao Rio Ave x Arouca. O novo treinador do Rio Ave abordou as motivações da sua mudança.

Vasco Seabra falou aos jornalistas no início da tarde desta sábado, na conferência de antevisão à partida da oitava jornada da Primeira Liga, entre Rio Ave e Nacional. O treinador de 43 anos admitiu a dificuldade de abandonar o Arouca, sendo convencido a tal pelo potencial do projeto vilacondense:

«Foi um momento especial e difícil. Deixar Arouca foi difícil pela ligação a todos. Criámos algo realmente especial e foi complicado largar o lugar, uma equipa bem oleada e um sentimento que construímos algo de muito bom. Quando surgiu a hipótese Rio Ave foi tudo muito rápido devido à forma como o presidente e o investidor me abordaram e a convicção que demonstraram em ser a escolha ideal para liderar este projeto ambicioso, que tem tido dores de crescimento naturais. A hierarquia demonstrou-me que era a pessoa indicada para liderar este projeto e, desde que isso ficou definido e muito claro, também surgiu a minha ambição de querer liderar neste projeto».

Vasco Seabra não escondeu as possibilidades financeiras do Rio Ave:

«Financeiramente é um contrato muito mais vantajoso, mas isso é transversal a qualquer profissão. Se alguém receber uma proposta melhor irá sempre ponderar, mas também posso revelar que há três meses recebi uma proposta financeiramente bem mais elevada do que a do Rio Ave, pelo que, muito mais do que a parte financeira, a minha opção está relacionada com a minha convicção sobre este projeto ambicioso, bem como pela perspetiva de poder liderar algo que pode ser sustentável. O Rio Ave já anunciou o projeto de uma nova bancada, há também uma nova bancada para formação, uma equipa sub-23 competitiva, dois campos relvados só para a equipa principal. Uma estrutura grande que demonstra capacidade e que é um motivo para orgulhar o Rio Ave. A forma como podemos assumir um projeto com esta dimensão foi o que mais pesou».

O treinador recusou usar o pouco tempo de trabalho como desculpa, mencionando as suas exigências e deixando uma mensagem a Sotiris Silaidopoulos, ex-treinador do Rio Ave:

«Temos cinco treinos, mas não vou estar constantemente a falar que preciso de mais tempo porque já sabia que ia entrar de imediato. Quero apresentar já coisas relacionadas connosco, uma ideia de jogo que não é do treinador, mas do clube. Demonstrar raça, competitividade, ambição para recuperar a bola e ter prazer em ter a bola e ferir o adversário. Estes são os princípios inegociáveis e quero que os adeptos sintam já essa predisposição. O modelo de jogo contempla algumas coisas idênticas, mas os princípios de pressão e de construção são muito diferentes. Quero também deixar uma palavra ao Sotiris, que deixou trabalho de conquista e que vamos tentar, dentro das nossas ideias, orgulhá-lo pelo que deixou».

Apesar da 16.ª posição da Primeira Liga, com apenas quatro pontos somados, Vasco Seabra quis afastar alarmismos:

«Desde o momento em que assumo um desafio não me vou agarrar a desculpas, sejam elas do relvado ou dos jogadores. Parece-me redutor dizer que não há margem quando estamos na 7.ª jornada. São quatro pontos conquistados e parece que já estamos a falar em crise ou a fazer o funeral, até porque vejo um grupo com potencial e um clube com condições de trabalho para inverter o rumo. Contudo, antes de falar de vitórias, o que é que temos de falar é o que fazer para lá chegar. A forma como nos queremos desafiar é que nos fará chegar a vitórias consolidadamente. Temos muita margem de crescimento e o plano é convencer os adeptos com energia de dentro para fora»

Por fim, o novo treinador do Rio Ave elogiou a evolução do trabalho de Alexandre Santos:

«O Nacional começou mal com o Alexandre, mas aproveitou claramente a paragem para aproximar as ideias. A necessidade de olhar para o próprio desempenho e manter níveis elevados de compromisso coletivo é a chave apontada para responder às exigências competitivas, independentemente do oponente. É um técnico metódico e é um adversário que também quer dar uma resposta, mas, mais do que a qualidade individual do adversário, se queremos conseguir responder temos de olhar muito para nós».

Do lado do clube insular, Alexandre Santos realçou precisamente a preparação ao longo pausa para seleções:

«foram três semanas de preparação como uma mini pré-época. Foi muito importante para nós, porque agora conhecemos melhor o potencial de cada um e afinámos muitas coisas que já vínhamos a trabalhar antes.»

Ciente do momento conturbado de resultados, o treinador prometeu uma atitude ativa na procura da vitória:

«O Rio Ave também precisa de pontuar, como nós. Mas vimos de cinco derrotas seguidas e queremos jogar para ganhar. Queremos muito pontuar e é importante para a nossa equipa neste momento».

A partida ficou marcada para o próximo domingo, às 15h30, no Estádio dos Arcos.

João Correia

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